Resenha – Por que sou cristão


 
 

STOTT, John. Por que sou cristão. Trad. Jorge Camargo. Viçosa/MG: Ultimato, 2004. p 152.

John Robert Walmsley Stott, mais conhecido mais John Stott. Nasceu na cidade de Londres no dia 27 de Abril de 1921 e faleceu em Julho de 2011. Stott foi pastor e teólogo anglicano, conhecido como um dos grandes nomes mundiais. Serviu como pastor na Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e foi Doutor honorário por várias universidades, na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. Uma de suas maiores contribuições internacionais são seus livros. Stott começou sua carreira de escritor em 1954, publicando mais de 40 livros e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã. Sua obra mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzida para mais de 60 línguas. Billy Grahanm o chamou de “o mais respeitável clérigo no mundo hoje”.

No livro Por que sou cristão, John Stott não tem a intenção de rebater ponto a ponto os argumentos colocados por Bertrand Russell no seu livro, Por que não sou cristão, mas Stott considera que existe uma defesa a ser feita em favor do cristianismo que Russell nem sequer considerou. É verdadeiro que, Por que sou cristão, não é um livro volumoso para um questionador genuíno que queira pensar profundamente sobre as implicações de se tornar um cristão, porém, o autor mostra claramente que a resposta para o paradoxo existente no coração humano e a chave para a verdadeira liberdade só podem ser encontradas em Jesus Cristo!

Assim, John Stott nos dá sete razões porque é um cristão. Cada motivo é desenvolvido em um capítulo.

1. O CÃO DE CAÇA DO CÉU – O autor destaca que o primeiro motivo dele ser um cristão não foi devido a influência dos pais ou por uma decisão pessoal por Cristo. Mas, porque o próprio Jesus o perseguia incansavelmente, mesmo quando Stott fugia dEle. O autor conta que se não fosse por essa perseguição, ele estaria na lata de lixo das vidas desperdiçadas e descartadas. Para sustentar o argumento, John Stott descreve a conversão do apóstolo Paulo e mais três cristãos.

2. AS AFIRMAÇÕES DE JESUS – A segunda razão está no fato de que as afirmações de Jesus são verdadeiras. Nossa cultura pós-moderna, em reação à autoconfiança da modernidade, perdeu todo o sentido de segurança e afirma que não há verdade objetiva. No entanto, as afirmações do cristianismo são, em sua essência, as afirmações do próprio Jesus. Constantemente Ele falava de si mesmo, falava sobre o reino de Deus e dizia que veio para inaugurá-lo. Falava de Deus como Pai e atribuía a si mesmo como o Filho do Pai. Isso coloca Jesus à parte de todos os outros líderes religiosos do mundo. Eles se anulavam, apontando para a verdade que ensinavam, Jesus, ao contrário, se oferecia a seus discípulos como objeto de fé, amor e obediência. Assim, não há dúvida que Jesus acreditava ser o único. Como C. S. Lewis diz: “Um homem que fosse só homem, e dissesse as coisas que Jesus disse, não seria um grande mestre da moral: seria um lunático […] Ou este homem era, e é o Filho de Deus, ou então foi um louco, ou algo pior.”¹

3. A CRUZ DE CRISTO – Eis a razão fundamental do próprio autor, ele diz:

Eu jamais poderia crer em Deus se não fosse pela cruz. É a cruz que dá credibilidade a Deus. O único Deus em quem eu creio é aquele que Nietzsche, filósofo alemão do século 19, ridicularizou chamando-o de “Deus sobre a cruz”. No mundo real da dor, como adorar a um Deus que fosse imune a ela? (p. 67)

Neste capítulo o autor discute principais razões por que Cristo morreu: (1) para expiar os nossos pecados; (2) para revelar o caráter de Deus, e (3) para conquistar os poderes do mal. Em qualquer compreensão equilibrada da cruz, confessaremos Cristo como Salvador (expiando nossos pecados), confessaremos como Mestre (revelando o caráter de Deus) e como vitorioso (vencendo os poderes do mal).

4. O PARADOXO DA NOSSA HUMANIDADE – O cristianismo explica quem eu sou, eis uma razão bastante intrigante. O que significa ser um ser humano? Qual a essência da nossa humanidade? Somente o cristianismo consegue responder essas perguntas em um nível equilibrado, sem ir para o extremo do otimismo humanistas que creem que os seres humanos serão capazes de assumir as rédeas de sua própria história e controlar o próprio destino. Nem ir para o extremo do pessimismo existencialista que creem que embora devamos, encontrar coragem para ser, nada tem significado e no final das contas, tudo é absurdo. Porém o cristianismo de forma realista revela a glória, a vergonha e o paradoxo da humanidade.

5. A CHAVE PARA A LIBERDADE – Liberdade é uma grande palavra cristã. Jesus Cristo é retratado no Novo Testamento como o supremo libertador do mundo. Ele disse que veio libertar os oprimidos (Lc. 4:18) e mais adiante acrescentou: “Se o Filho os libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8:36). Jesus Cristo é a chave da liberdade que a humanidade tanto procura.

6. A REALIZAÇÃO DE NOSSAS ASPIRAÇÕES – O autor destaca que todos os seres humanos possuem vários anseios ou aspirações, os quais só Jesus pode satisfazer. Isso não é apenas uma teoria, é uma afirmação validada por milhões de cristãos. Há uma fome no coração humano que ninguém senão Cristo pode satisfazer. A tese do autor é que o homem possui três aspirações básicas que só Jesus pode suprir: (1) A busca por transcendência; (2) A busca por significado, e (3) A busca por comunidade.

7. O MAIOR DE TODOS OS CONVITES – John Stott conclui o livro com o convite de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados e vos aliviarei” (Mt. 11:28). Todo mundo procura por descanso, paz e liberdade. Jesus nos diz onde podemos encontrar tudo isso. É debaixo do jugo de Cristo que encontramos descanso. É quando perdemos a nós mesmo que nos encontramos. O Filho de Deus se coloca diante de nós nos oferecendo descanso ao nos achegar a Ele. Um convite dessa natureza não deve ser rejeitado.

Por que sou cristão. Um livro simples, de leitura simples e prazerosa, porém profundo. Um livro de natureza biográfico, porém apologético. Como foi dito anteriormente, o livro não abarca grandes questões filosóficas para questionadores que queiram pensar profundamente sobre as implicações de se tornar um cristão, mas o livro contém muito sabedoria prática e argumentos plausíveis quando a credibilidade do cristianismo.

Indico a leitura deste livro para todos os cristãos e não cristãos, tanto para jovens quanto para adultos. Leia este livro com o coração e a mente aberta e deixe ser confrontado com a verdade do cristianismo, onde o próprio fundador disse: “Eu sou a verdade” (Jo. 14:6). O Senhor Jesus ainda continua chamando: “Vinde a mim”, precisamos, apenas, aceitar o seu convite.

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração” (Jr. 29:13)

Posso dizer: vale muito a pena ler o livro!

 

Resenha – Perelandra


 
 

LEWIS, C. S. Perelandra. Trad. Waldéa Barcellos. São Paulo: Martins Fontes, 2011. p 302.

Clive Staples Lewis, ou C. S. Lewis, como é geralmente conhecido. Nasceu em Belfast, Irlanda no dia 29 de Novembro de 1898, e faleceu em Oxford, Inglaterra no dia 22 de Novembro de 1963, uma semana antes de completar 65 anos. Lewis foi professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristã. Durante sua carreira acadêmica, lecionou tanto na Universidade de Oxford como na Universidade de Cambridge. Ficou bastante conhecido por seus escritos de apologia cristã, ficção e fantasia. Dentre suas obras mais conhecidas podemos destacar: As Crônicas de Nárnia, Cristianismo Puro e Simples, Cartas de um diabo ao seu aprendiz, O Problema do Sofrimento, Milagres, etc. Além disso, C. S. Lewis, foi um respeitado estudioso da literatura medieval e renascentista, tendo produzido alguns dos mais renomados trabalhos acadêmicos envolvendo esses temas, destacamos: Alegoria do Amor e A Imagem Descartada. Lewis, foi ateu durante muitos anos e se converteu ao cristianismo em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião; e, como autor cristão, com sua mente incrivelmente lógica e brilhante, seu estilo lúcido, fez dele um grande pensador, escritor e apologista.

Perelandra, segundo volume da trilogia cósmica de Lewis. Os livros foram escritos durante os tensos momentos que antecederam a 2a Guerra Mundial (1938-1945). Perelandra foi publicado pela primeira vez no ano de 1944. A Trilogia Cósmica, é mais voltado para o público adulto, diferente das Crônicas de Nárnia, que apesar de, também ser ficção e fantasia, pode ser apreciado tanto por crianças como adultos.

Perelandra pode ser lida independentemente, mas também é uma sequência de Além do Planeta Silencioso, onde continuamos a acompanhar as aventuras do personagem principal, o filólogo Elwin Ransom, que no volume anterior, ele havia viajado de maneira involuntária para Malacandra (planeta Marte). Porém, nessa nova aventura, o filólogo é “convocado” para uma nova viagem, onde o destino será o planeta Perelandra que para nós seria o planeta Vênus.

A narrativa de Perelandra é feita na primeira pessoa por um dos amigos do Ransom, que no caso seria o próprio C. S. Lewis que se coloca como personagem dentro da história. Esse amigo irá ajudá-lo a se preparar para viagem e que em seguida nos contará tudo o que aconteceu com o filólogo enquanto ele esteve em Perelandra. Pois quando Ransom volta, ele conta tudo ao personagem Lewis que, por sua vez nos conta com detalhes todas as experiências vividas por Ransom em Perelandra.

Em Perelandra, o personagem principal desenvolverá diversos diálogos com uma habitante do planeta, essa personagem será chamada de Dama, e ela é a única mulher naquele planeta. Na verdade, Perelandra é um planeta novo e portanto só existem dois habitante o Rei e a Rainha (Dama). A Rainha se perdeu do Rei e acabou se encontrando com Ransom, onde os dois desenvolvem alguns diálogos e através deles conseguimos extrair conceitos como: o uso da linguagem e seus significados; conceitos de antropologia, o que é o homem, o que define o homem; conceitos da criação, tentação, queda e redenção. Como eu disse a pouco, Perelandra é um planeta recém criado, um paraíso, similar ao que poderia ter sido o paraíso no planeta Terra, antes da queda, é claro. Da mesma forma, Perelandra, um mundo perfeito, também está ameaçada de corrupção (queda), pois, assim como houve um tentador/sedutor na Terra, assim será em Perelandra. As perguntas que nos instiga a leitura são: será que o que é narrado em Gênesis 3 se repetirá em Perelandra? Como será que a Dama resistirá as tentações? Deixo as respostas para você leitor. As respostas para tais perguntas deixo para você encontrar durante a leitura do livro.

Em termos de escrita, fica claro que Perelandra se trata de uma história de ficção e quando Lewis escreve ficção, ele escreve ficção e não teologia, apesar de que, mesmo em seus livros de ficção é possível nos deparar com vários elementos cristãos. Então, para o leitor cristão que está familiarizado com teologia, sem dúvida alguma, durante os diálogos desenvolvido pelos personagens, o leitor reconhecerá alusões a conceitos teológicos.

Quanto a narrativa do livro, Lewis tem o poder de nos colocar não só dentro da história, mas de nos colocar dentro do próprio planeta, nos descrevendo diversos locais e características como a fauna e flora do planeta. Perelandra é um planeta recém criado e nos é descrito um planeta perfeito, novo, e extremamente belo. Através da experiência do humano Ransom, o leitor sentirá uma sensação de deleite contemplando aquele planeta. Como se fosse um de nós que estivesse lá por algum tempo. Lewis coloca Ransom experimentando a verdadeira alegria, prazer e beleza.

Posso dizer que vale muito a pena ler o livro.

 

Resenha – Desafios da Liderança Cristã


 
 

STOTT, John. Desafios da Liderança Cristã. Trad. Valéria Lamim Delgado Fernandes. Viçosa/MG: Ultimato, 2016. p 81.

John Robert Walmsley Stott, mais conhecido mais John Stott. Nasceu na cidade de Londres no dia 27 de Abril de 1921 e faleceu em Julho de 2011. Stott foi pastor e teólogo anglicano, conhecido como um dos grandes nomes mundiais. Serviu como Pastor na Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e foi Doutor honorário por varias universidades, na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. Uma de suas maiores contribuições internacionais são seus livros. Stott começou sua carreira de escritor em 1954, publicando mais de 40 livros e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã. Sua obra mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzida para mais de 60 línguas. Billy Grahanm o chamou de “o mais respeitável clérigo no mundo hoje”.

O livro Desafios da Liderança Cristã é o resultado de quatro palestras dadas por John Stott no ano de 1985 em Quito, Equador, por ocasião de uma conferência para a equipe da International Fellowship of Evangelical Students na América Latina. Nesta obra Stott compartilha 4 tópicos que considera importante a um jovem líder sob o título: “Problemas da liderança cristã”.

1. O Problema do Desânimo – como perseverar sob pressão.

Neste capítulo Stott reconhece que as pressões sobre os líderes cristãos são intensas e por vezes implacáveis e que sem dúvida tais pressões podem os levar ao desânimo. O desânimo é o maior risco ocupacional de crente, pois pode levar à perda da visão e do entusiasmo. Portanto, a pergunta que surge é: Como perseverar sob pressão? Para responder essa pergunta Stott usa textos de II Coríntios 3 e 4. O capítulo 3 revela a glória do ministério cristão, mas o capítulo 4 mostra os problemas do ministério. Por causa da glória do ministério e a despeito dos problemas, Paulo diz duas vezes no capítulo 4:1;16: ouk enkakoumen “nós nos recusamos a ficar desanimados” pois o ministério é pelo poder de Deus. Deus, intencionalmente, muitas vezes nos mantém na fraqueza para que Seu poder possa repousar em nós.

2. O Problema da Autodisciplina – como manter o frescor espiritual.

O segundo problema muito comum nos líderes cristãos não é tanto o desânimo, mas a estagnação. Em meio a todas as pressões que sofremos, como podemos manter o frescor espiritual? Neste capítulo o autor afirma categoricamente que a raiz da estagnação muitas vezes seja a falta de disciplina. Neste ponto, Stott irá sugerir três áreas de disciplina que o líder cristão precisa observar: (1) Disciplina do descanso e relaxamento; (2) Disciplina do tempo e (3) Disciplina da devoção.

3. O Problema dos Relacionamentos – como tratar as pessoas com respeito.

É difícil enfatizar suficientemente a importância dos relacionamentos. A vida na terra consiste de relacionamentos. É importante que aprendamos a cultivar bons relacionamentos e o autor nos diz que a base para um bom relacionamento é o respeito e todo ser humano tem seu valor intrínseco. O próximo princípio é tratar o próximo como se fosse o próprio Jesus, tomando por base o texto de Cl. 3:23 “como para o Senhor e não para homens”. O terceiro princípio é demonstrar respeito ao ouvir as pessoas. Fazer uma pessoa se calar ou pedir que ela se cale e se recusar a ouvi-la é tratá-la sem respeito, mas ouvi-la é expressão que reconhecemos seu valor.

4. O Problema da Juventude – como ser um líder quando se é relativamente jovem.

Stott reconhece a dificuldade de ser um líder quando se é relativamente jovem. Muitas vezes os mais velhos os tratam como se ainda fossem crianças. Consequentemente, os jovens muitas vezes ficam irritados e frustrados. O que devem fazer? Para responder essa pergunta, Stott usa o texto de I Tm. 4:11-5:2, extraindo do texto seis conselhos que o apóstolo Paulo deu a Timóteo, lembrando que Timóteo era jovem e por vezes ele teve que assumir o lugar de Paulo em algumas igrejas, um desafio e tanto para o jovem pastor Timóteo.

Desafio da Liderança Cristã, um pequeno e poderoso livro sobre liderança cristã. A leitura do livro é muito fácil e ao mesmo tempo profunda com muita sabedoria prática para os jovens líderes, como eu. Sem dúvida este livro é altamente pertinente, pois os líderes são constantemente desafiados em relação ao seu compromisso com Cristo, com as pessoas, com a disciplina pessoal e com vários outros pontos que fazem deles bons líderes.

Posso dizer, que aprendi muito com a leitura desse pequeno livro. John Stott nos traz muitas experiências pessoais de ministério que nos desafia a manter nosso foco no poder e na força de Deus, quando somos jovens confiamos muito em nossa própria força e naquilo que podemos fazer e por diversas vezes nos esquecemos que servimos ao Senhor pela força unicamente dEle.

Gostaria de terminar com um verso que me deparei durante a leitura do livro e que foi altamente oportuno para minha vida: “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos” (II Co. 4:1). Que o Senhor nos conceda a graça de liderar de forma eficaz na dependência do Seu poder. Não preciso dizer que recomendo a leitura do livro.

 

Resenha – Além do Planeta Silencioso


 
 

LEWIS, C. S. Além do Planeta Silencioso: Trilogia Cósmica. Trad. Waldéa Barcellos. São Paulo: Martins Fontes. 2010. p 220.

Clive Staples Lewis, ou C. S. Lewis, como é geralmente conhecido. Nasceu em Belfast, Irlanda no dia 29 de Novembro de 1898, e faleceu em Oxford, Inglaterra no dia 22 de Novembro de 1963, uma semana antes de completar 65 anos. Lewis foi professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristã. Durante sua carreira acadêmica, lecionou tanto na Universidade de Oxford como na Universidade de Cambridge. Ficou bastante conhecido por seus escritos de apologia cristã, ficção e fantasia. Dentre suas obras mais conhecidas podemos destacar: As Crônicas de Nárnia, Cristianismo Puro e Simples, Cartas de um diabo ao seu aprendiz, O Problema do Sofrimento, Milagres, etc. Além disso, C. S. Lewis, foi um respeitado estudioso da literatura medieval e renascentista, tendo produzido alguns dos mais renomados trabalhos acadêmicos envolvendo esses temas, destacamos: Alegoria do Amor e A Imagem Descartada. Lewis, foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião; e, como autor cristão, com sua mente incrivelmente lógica e brilhante, seu estilo lúcido, fez dele um grande pensador, escritor e apologista.

Além do Planeta Silencioso, primeiro livro da trilogia cósmica de Lewis, seguido por Perelandra e Uma Força Medonha. Os livros foram escritos durante os tensos momentos que antecederam a 2ª Guerra Mundial (1938-1945). Pegando esse contexto, na leitura será possível observar um pouco dessa tensão nos personagens humanos, especialmente na pessoa de Weston, pelo seu desejo de sobrepujar as formas inferiores de vida. A Trilogia Cósmica, é mais voltado para o público adulto, diferente das Crônicas de Nárnia, que apesar de, também ser ficção e fantasia, pode ser apreciado tanto por crianças como adultos.

A história gira em volta de uma viagem espacial de três homens: Ransom, Devine e Weston. O personagem principal é Ransom, um filólogo (ao que parece, o personagem foi inspirado no seu amigo, J R. R. Tolkien). Portanto esses três homens seguem viagem para Malacandra, na nossa nomenclatura se trata de Marte, e Ransom é levado involuntariamente para lá, quando acorda percebe que já está no espaço, sem conhecimento algum do que está acontecendo ou para onde está indo, pois seus sequestradores não revelam o plano. Ao chegar em Malacandra ele depara-se com criaturas diferentes do ser humano no seu aspecto fisionômico, porém iguais na inteligência, ou sejam, se tratavam de criaturas racionais, seres pensantes e falantes. O planeta continha três tipos de espécie: hrossa, sorn, pfifltriggi. Cada um diferente na aparência e estilo de vida, porém, todos amigáveis e respeitosos uns com os outros. Por ser filólogo, Ransom conseguiu aprender o idioma malacandrino. Todas as três especies falavam o mesmo idioma, assim a comunicação com os nativos foi bem sucedida. Os Malacandrianos percebem que Ransom é de Thulcandra, (Thulc = silencio; Andra = terra; Planeta Silencioso), na nossa nomenclatura, planeta Terra. Isso deixa os malacandrinos admirados, pois, o planeta Terra é um planeta silencioso, sem comunhão com os demais planetas e eles nunca haviam visto qualquer espécie de Tchulcandra. Assim, Ransom é convocado para conversar com Oyarsa (uma inteligência tutelar de uma esfera celeste), para saber como está o planeta silencioso. Apesar do planeta ser estranho ao filólogo, logo que foi capaz de aprender o idioma, conseguiu comunicar com as criaturas e sentiu-se bem recebido. A princípio, é claro, as criaturas lhe causava terror e incertezas, porém passou a confiar nelas mais do que nos seres de sua própria espécie.

Como falei anteriormente, o livro se trata de uma aventura de ficção científica, e por se tratar de ficção, é bom deixar claro que os aspectos especulativos que são encontrados nas literaturas de Lewis, especialmente nas de ficção e fantasia, são apenas aspectos especulativos, não fazia parte da ortodoxia pessoal do autor. Creio que seja importante pontuar esse tema, pois, por vezes, C. S. Lewis é criticado quanto a sua teologia, por considerarem confusa. Quando seus críticos são questionados quanto a base para suas críticas, eles apontam para os livros de ficção e não para os seus ensaios teológicos. Dessarte, quando Lewis está escrevendo ficção, ele, de fato, está escrevendo ficção e não teologia, apesar de que, mesmo nos seus livros de ficção é possível presenciar diversos elementos cristãos.

Desta forma, gostaria de compartilhar algumas impressões cristãs que obtive ao ler Além do Planeta Silencioso. (1) Quando lemos sobre literaturas de viagens planetárias, normalmente, o enredo gira em torno de homens que saem do seu planeta para outro, ao chegar lá se deparam com diversos monstros e a partir daí travam batalhas com esses monstros para sobreviverem. O enredo de Lewis é diferente, três homens saem do seu planeta, porém, apesar de, encontrarem criaturas estranhas, pelo menos um desses homens percebem que o verdadeiro monstro é o homem, pela sua ganância, crueldade, ódio, malícia, etc. (2) Ransom, o personagem principal, passa a entender que o Planeta Silencioso é o planeta Terra, e por que ela é silenciosa? Algo aconteceu na terra que a fez perder a comunhão com os demais planetas. Todos os outros planetas não conseguiam obter nenhum sinal da terra. Por isso, Malacandra o considerava em silêncio. Na cosmovisão cristã, entendemos que após a queda todo o universo foi atingido pelo pecado, e o pecado trouxe a morte (separação). (3) Todas as espécies em Malacandra falavam apenas um único idioma e viviam harmoniosamente, considerando um ao outro. Em Gênesis notamos o homem querendo tornar seus nomes célebres (superiores), construindo uma torre até os céus e Deus passa a confundir as línguas. O pecado trouxe separação em diversas áreas da vida humana.

Vale muito a pena fazer a leitura do livro. Lewis sempre escreve de maneira muito clara e as informações sobre o relevo do planeta, a flora, o mar, o sentimento dos personagens, etc., são minuciosamente detalhada e por vezes você se encontrará dentro da aventura.

 

Resenha – O Deus que se Revela


 
 

SCHAEFFER, Francis A. O Deus que se Revela. Trad. Gabrielle Greggersen. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. p. 144.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

O Deus que se Revela (no original, He is there and he is not silent) forma com O Deus que intervém e A morte da razão a trilogia clássica de Schaeffer. O Deus que se Revela trata-se do último livro da trilogia clássica. Segundo o autor, este livro argumenta sobre como podemos vir a saber e como podemos saber o que sabemos. Assim, o autor pondera que o pensamento moderno está fundamentalmente errado em suas posições quanto a como sabemos e o que sabemos. Contrastando com o silêncio e desespero do homem moderno, Schaeffer mostra que podemos de fato conhecer o Deus que intervém porque Ele não está em silêncio.

O livro possui quatro capítulos:
 
1. A Necessidade Metafísica.

O presente capítulo trata do campo da metafísica, do Ser. O problema da existência. Nisso inclui-se a existência do homem, e precisamos dar-nos conta de que a existência do homem não é, propriamente um problema maior do que o fato de que qualquer coisa se quer exista. Schaeffer argumenta que no campo da existência, há somente três respostas elementares que estariam abertas para a reflexão e debate racional.

A primeira resposta seria: tudo que existe se originou absolutamente do nada. Se quisermos aceitar esta resposta, teria que ser nada de nada, o que significa que não poderia haver nenhuma energia, nenhuma massa, nenhum movimento, nenhuma personalidade.

A segunda possível resposta seria: tudo o que existe teve um começo impessoal. Este elemento impessoal pode ser massa, energia, movimento. O dilema dessa resposta é encontrar sentido para os aspectos particulares. O particular pode ser um fator individual, as partes separadas do todo. Uma gota de água é um aspecto particular, assim como um ser humano. Partindo do impessoal, como qualquer elemento particular, incluindo o homem, terá qualquer sentido ou relevância?

A terceira resposta possível: tudo o que existe começou com uma origem pessoal. Pode parecer simplista, mas é verdadeiro. A grande desgraça do homem moderno é que ele não consegue ver o sentido do próprio homem, mas, se partimos de uma origem pessoal, estaremos em uma situação oposta. A personalidade tem sentido porque não está alienada daquilo que sempre existiu, do que existe e do que sempre existirá. “Não é que esta seja a melhor explicação possível para a existência; trata-se da única resposta […] A única resposta possível para tudo o que existe, é que ele, o Deus pessoal infinito, existe.” (p. 54).
 
2. A Necessidade Moral.

Segunda área do pensamento filosófico, o homem e o dilema do homem. Neste capítulo, Schaeffer argumenta que, pelo fato do homem ser pessoal, diferente do não-humano, ele tem a “hombridade” humana (personalidade), que o distingue do não-humano e ainda assim ele é finito. Por ser finito, ele não tem um ponto de convergência suficiente em si mesmo. Portanto, se aceitarmos a origem impessoal, a moral não existe como moral propriamente dita. A moral será somente uma outra forma de metafísica, de Ser. A moral desaparecerá. Se Deus não existisse, não haveria resposta nenhuma para o problema da moral. Existe uma necessidade filosófica tanto na metafísica como na moral, de que Ele exista e que não esteja em silêncio.

 
3. A Necessidade Epistemológica: o problema.

Neste capítulo, o autor apresenta a necessidade da epistemologia, a teoria do método ou a teoria do conhecimento, como chegamos a conhecer ou como podemos ter certeza de que conhecemos. A epistemologia é o problema central da nossa geração, o chamado conflito de gerações é, na verdade, um conflito epistemológico, simplesmente porque a geração atual olha para o conhecimento de uma forma radicalmente diferente das anteriores. Os filósofos gregos empenharam muito tempo lutando com o problema do conhecimento. Quem mais se envolveu foi Platão, ele compreendeu o problema básico, que é o que se encontra no campo do conhecimento, bem como no campo da moral, de que deve haver mais particulares se quisermos que haja sentido. No campo do conhecimento, temos particulares, pelas quais nos referimos às coisas individuais que vem no mundo. Em qualquer momento estaremos nos deparando com milhares de particulares sobre a realidade. O que são os universais que atribuem sentido a esses particulares? Eis o cerne do problema epistemológico e do problema do saber.

 
4. A Necessidade Epistemológica: a resposta.

O autor sustenta que há uma resposta cristã para o problema epistemológico. A alta Renascença apresentava um problema quanto à natureza e à graça, seu racionalismo e humanismo não admitiam nenhuma forma de relação entre a natureza e a graça. Ela nunca foi capaz de dar resposta ao problema, o dilema do século 20, vem daí. De acordo com o pensamento judaico-cristã, acreditamos que existe alguém (Deus) com quem podemos conversar, e que Ele nos transmitiu informações de dois tipos. Primeiro, Ele falou sobre si mesmo, não extensiva, mas verdadeiramente, e segundo, Ele falou sobre a História e o Cosmos, não extensiva, mas verdadeiramente. Sendo assim, o racionalismo não conseguia encontrar uma resposta, mas Deus falando confere a unidade ao dilema da graça e natureza.

Sem dúvida, o livro O Deus que se Revela é altamente pertinente, pois trata basicamente da necessidade filosófica de Deus existir e não estar em silêncio, nos campos da metafísica, moral e epistemológica. Esses são os três campos básicos do pensamento filosófico. Pelo fato de Deus existir e Ele não está em silêncio podemos saber o que sabemos.

O homem moderno procura as respostas ao seu dilema partindo dele mesmo. O homem, por ser finito, não tem um ponto de convergência suficiente em si mesmo. É necessário um ponto de referência infinito para dar sentido e relevância. O Cristianismo tem a resposta para os dilemas do homem moderno, como o autor diz, “não a melhor resposta, mas a única resposta possível para tudo o que existe”. Deus existe e Ele não está em silêncio. Ele se revelou e interveio na História humana, com base nesse conhecimento, podemos encontrar sentido, prazer, propósito e beleza na vida.

Portanto, recomendo a leitura do livro, não somente deste livro, mas da trilogia clássica: (1) O Deus que Intervém; (2) A morte da Razão e (3) O Deus que se Revela, (de preferência nessa sequência). Sem a base do todo dos três livros, fatalmente a leitura de qualquer um deles de forma isolada deixará de atingir em profundidade as suas variadas implicações.

 

Resenha – A Morte da Razão


 
 

SCHAEFFER, Francis A. A Morte da Razão. Trad. João Bentes. 2a ed. São Paulo: ABU; Viçosa/MG: Ultimato, 2014. p 103.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

A Morte da Razão é o segundo livro da trilogia clássica de Francis Schaeffer. O livro explica o que realmente levou a sociedade atual abandonar a capacidade de pensar racionalmente na busca pela verdade, colocando no lugar da razão as emoções e experiências como o árbitro daquilo que é verdadeiro. O que vale hoje é o que estou sentido no coração, o que me deixa feliz. Isto é visto nas músicas, cinemas, televisão e infelizmente nas igrejas. A razão deixou de ser importante para dar lugar as experiências ou aquilo que mexe com minhas emoções.

Como tal ideologia adentrou nas igrejas, a mensagem do Evangelho também foi contaminada com essa maneira de pensar. Muitos cristãos tem apresentado um evangelho com pouco ou nenhum conteúdo, porém cheio de símbolos e emoções: “Jesus te ama”, “Deus me revelou que quer fazer uma grande obra na sua vida”. Assim, A morte da razão nos ajuda a compreender o modo de pensar da sociedade atual para podermos comunicar a verdade imutável a um mundo de mudanças.

O livro possui sete capítulos:

1. Natureza e Graça.

Schaeffer inicia com o ensinamento de um homem que transformou o mundo de modo muito real. Tomás de Aquino defendia que a vontade do homem está decaída, mas o intelecto não. A partir dessa noção incompleta do conceito bíblico da queda resultaram todas as dificuldades que vieram depois. O intelecto humano tornou-se autônomo. Um dos exemplos dessa autonomia foi o desenvolvimento da teologia natural. Uma teologia que se poderia formular a parte das Escrituras. Da mesma forma, a filosofia, separando-se das Escrituras. O mesmo aconteceu no mundo da arte.

2. Uma unidade de Natureza e Graça.

Este capítulo mostra que a filosofia de Tomás de Aquino apresentou um dualismo no homem pós queda. Contudo a Reforma rejeitou essa teologia e abraçou a noção bíblica de uma queda total da natureza humana, inclusive a vontade e intelecto. O dualismo no homem renascentista trouxe à tona as modernas formas de Humanismo, com as misérias e os sofrimentos do homem moderno. Contudo a Reforma dava a única resposta adequada ao dilema humano.

3. A Ciência moderna nos primórdios.

Neste capítulo o autor fala que a ciência moderna, em seus primórdios, foi o produto daqueles que viveram no consenso e cenário do Cristianismo. O Cristianismo era necessário para o começo da ciência moderna pela simples razão de que o Cristianismo criou um clima de pensamento que colocou o homem em posição de investigar a forma do universo. O Cristianismo outorga a certeza da realidade objetiva e de causa e efeito, certeza suficientemente sólida para que sobre ela se assente o fundamento do saber.

4. O Salto.

Aqui Schaeffer apresenta o homem moderno como morto. O homem moderno não tem significado, propósito ou sentido. Há apenas pessimismo quanto ao homem como homem. Para fugir do pessimismo, o homem moderno dá um salto de fé não racional em busca de otimismo. O homem é forçado ao desespero desse salto porque não pode viver como uma simples máquina.

5. A Arte como salto no andar superior.

Neste capítulo o apologista usa a arte moderna como uma ilustração da tensão do homem moderno, que por sua vez proporciona uma explicação parcial para o fato curioso de que muito da arte contemporânea, como expressão própria do que é o homem em si, é feia. O homem criado a imagem e semelhança de Deus é maravilhoso, porém sua presente condição é caído e ao tentar expressar a liberdade a seu próprio modo autônomo, muito de sua arte, ainda que não o todo, torna-se feio e desconstituído de qualquer sentido.

6. Loucura.

Os herdeiros do iluminismo tinham prometido que proveriam uma resposta unificada com base no racional, porém eles não cumpriram essa promessa. Eis a razão para os artistas loucos e semiloucos da era moderna. Em outras palavras, os racionalistas não descobriram nenhuma espécie de unidade nem qualquer esperança de solução racional. Assim, para o homem moderno, o polo final em liberdade autônoma é ser doido. Coisa excelente é ser doido, pois significa ser livre.

7. Racionalidade e Fé.

Neste capítulo Schaeffer lista algumas consequências ao lançar a fé contra a racionalidade. (1) O conceito de moral é excluído; (2) Não há base adequada para a lei; (3) O problema do mal fica sem solução e (4) Se torna impossível compartilhar a mensagem do Evangelho a outro. O Cristianismo tem, portanto, a oportunidade de falar claramente que a resposta que oferece encerra exatamente aquilo de que se despertou o homem moderno – a unidade do pensamento. É verdade que o homem terá que renunciar a seu arraigado racionalismo, mas, com base no que se pode discutir.

O livro é altamente pertinente para os nossos dias. Vivemos em uma geração na qual a verdade objetiva é tirada de cena e colocado o subjetivismo. Isso acaba dificultando a comunicação do Evangelho para nossa geração. Por essa razão, é de grande importância sabermos proclamar a verdade do Evangelho neste mundo que é tomado pelo relativismo.

A razão pela qual muitas vezes não podemos falar a nossos filhos, muito menos aos filhos dos outros, é que jamais nos demos ao trabalho de ponderar o quanto suas formas de pensamento são diferentes das nossas. […] Em áreas cruciais, muitos pais, ministros e educadores cristãos estão, hoje, tão fora de sintonia com numerosos contingentes de filhos da própria igreja e com a vasta maioria que não pertencem a ela, que é como se estivessem falando uma língua estrangeira. Concluímos, pois, afirmando que o que se diz neste livreto não é uma simples matéria de debate intelectual. Não é algo que deva ser de interesse puramente acadêmico. É assunto decisivamente crucial para aqueles dentre nós que nutrem o sério propósito de comunicar o evangelho cristão neste século 21. (p. 103).

Portanto, recomendo seriamente a leitura deste livro para que possamos nos equipar a fim de comunicar a fé cristã de modo eficiente. Para que isso seja feito, é necessário conhecer e entender as formas de pensamento de nossa geração. Só poderemos compreender as tendências atuais do mundo do pensamento se visualizarmos a situação segundo sua origem histórica.

Que o Senhor nos ajude e nos capacite a proclamarmos de forma nítida o plano amoroso do Senhor na salvação de perdidos!

 

Resenha – O Deus que Intervém


 
 

SCHAEFFER, Francis A. O Deus que Intervém. Trad. Gabrielle Greggersen. 3ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2016. p 256.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

O Deus que Intervém junto com A Morte da Razão e O Deus que se Revela formam a trilogia clássica de Schaeffer. O Deus que Intervém foi o primeiro livro escrito e lança os fundamentos, estabelecendo a terminologia e propondo a tese básica. Neste livro, o autor mostra como o pensamento moderno abandonou a ideia de verdade, com trágicas consequências para todas as áreas da cultura desde a filosofia até a arte, música, teologia e na sociedade como um todo. A única esperança está em confrontar nossa cultura com a verdade histórica do cristianismo apresentada com paixão e sem concessões, e vivida de modo completo em todas as áreas da vida individual e comunitária.

O livro possui seis divisões:

1. O Clima intelectual e cultural da segunda metade do século 20.

1. A Linha divisória é fixada
2. O Primeiro degrau na linha do desespero: a filosofia
3. O Segundo degrau: a arte
4. O Terceiro e o quarto degrau: a música e a cultura geral
5. O Fator unificador dos degraus do desespero

Nesta seção, o autor argumenta dizendo que o principal fracasso da geração do século 20 foi a alteração do conceito de verdade. Anteriormente a verdade era concebida com base na antítese. Se há uma tese, deve haver uma antítese. Se algo é verdadeiro, o oposto tem de ser falso. Porém, isso mudou com o filósofo alemão Hegel, que propôs uma nova maneira de pensar. Não agindo pelo conceito de tese e antítese, mas relacionando as duas, resultando em um conceito de síntese. A partir de então, o conceito de verdade absoluta foi erradicado em todos os segmentos da sociedade. Para grande parte do pensamento moderno, a ordem do dia é combater todas as antíteses e toda a lógica da criação divina – inclusive a distinção entre macho e fêmea.
 

2. A Relação da nova teologia com o clima intelectual.

1. O Quinto degrau: a teologia
2. O Misticismo moderno: desespero para além do desespero
3. O Misticismo moderno em ação: arte e linguagem
4. O Misticismo moderno em ação: música e literatura
5. A Próxima fase da teologia moderna

Schaeffer mostra o declínio da teologia sustentada pela síntese. A nova teologia seguiu o caminho da filosofia de Hegel, sugerindo que o racional e lógico seria crer que as Escrituras contém erros. Assim, a questão real na nova teologia não é só sua visão das Escrituras, mas a fragmentação da perspectiva da verdade. Portanto, o novo sistema teológico não está aberto à investigação; ele deve ser simplesmente crido. O segredo da força da nova teologia foi criar símbolos (jargões) que aparenta ter conotação com a realidade, dando uma impressão de significado e otimismo, mas, na verdade, seu significado é obscuro. No primeiro momento parece soar espiritual: “Eu não peço respostas, eu apenas acredito.” ou “Eu não quero a razão, eu quero fé.” Tudo isso pode soar espiritual, mas decepciona muitas pessoas. A nova teologia apresenta uma fé sem racionalidade, apoiando-se no misticismo. “Temos aqui um amplo alerta para não aceitar ‘boas palavras’ de tantos teólogos modernos, sem a certeza de que eles não estejam usando essas palavras para dar uma ilusão de sentido.” (p. 101).
 

3. Como o Cristianismo histórico difere da nova teologia.

1. Personalidade ou barulheira infernal
2. Fatos e conhecimentos verificáveis
3. O Dilema do homem
4. A Resposta de Deus ao dilema do homem
5. Como saber se é verdade?

Esta seção mostra que nossos antepassados usavam o termo teologia sistemática para expressar sua visão de que o Cristianismo não é uma série de preceitos religiosos isolados, mas que tem início e progride para um fim. Quando bem compreendido, o Cristianismo, enquanto sistema, apresenta respostas para as necessidades básicas do homem moderno. É exatamente nisto que ele se distingue da nova teologia, que não tem bases suficientes que lhe permitam dar respostas que resistam ao teste da racionalidade e ao todo da vida.
 

4. Falando do Cristianismo histórico ao século 20.

1. Descobrindo o ponto de tensão
2. Do Ponto de tensão até o Evangelho
3. Aplicando o Evangelho

Quando nos voltamos para analisar, em maiores detalhes, como podemos falar as pessoas do século 20, devemos enfatizar, antes de tudo, que não existem regras mecânicas.
Podemos estabelecer certos princípios gerais, mas não pode haver aplicação automática. Não obstante, não podemos deixar de apelar sempre para o Senhor em oração, e para a ajuda do Espírito Santo, para que a comunicação seja aplicada de maneira efetiva. Um princípio geral que nos norteará na comunicação é que ninguém é capaz de viver de modo coerente com os pressupostos não-cristãos, por ser confrontado com o mundo real e consigo mesmo, na prática sempre será possível encontrar algum meio para conversar.
 

5. A Pré-Evangelização não é uma opção fácil.

1. Testemunhando a fé cristã para nossa geração
2. A importância da verdade

Neste ponto, Schaeffer enfatiza que o conhecimento precede a fé. Isso é crucial para a compreensão da Bíblia. Dizer que somente aquela fé que acredita em Deus com base no conhecimento é verdadeira fé, é dizer algo que cai como uma bomba no mundo do século 20. Antes de um ser humano estar pronto para se tornar um crente, ele precisa ter uma compreensão adequada da verdade, não importa se ele tem total consciência do seu conceito de verdade ou não. Ninguém se torna um crente a não ser que entenda o que o Cristianismo está dizendo. O lado positivo da apologética é a comunicação do Evangelho à geração presente, de modo que possa entender.
 

6. A Vida pessoal e coletiva em meio ao século 20.

1. Demonstrando o caráter de Deus
2. Lei, mas não somente lei

Nesta seção conclusiva, o autor investiga a questão de uma realidade que é visível ao mundo que nos observa. Como crentes, devemos considerar quais são as últimas consequências lógicas dos nossos pressupostos. O Cristianismo fala da verdadeira verdade, mas ela também deve exibir que não é só uma teoria. O mundo tem o direito de olhar para nós e julgar. O que somos chamados a fazer, a partir da obra acabada de Cristo, pelo poder do Espírito Santo, é demonstrar uma cura substancial, individual e coletiva dos conflitos, de modo que as pessoas ao redor tenham chance de observá-la.

Por mais que exista uma igreja invisível (que é composta por todos aqueles que são cristãos, vivendo em qualquer lugar do mundo), ainda assim a igreja jamais deve estar escondida das vistas das pessoas de fora […] como se ela não se incomodasse com o que os homens veem (p. 190-1).

Sem dúvidas o livro é altamente pertinente para os nossos dias. Vivemos em uma geração na qual a verdade objetiva é tirada de cena e colocado o subjetivismo. Isso acaba dificultando a comunicação do Evangelho para nossa geração. Por essa razão, é de grande importância sabermos proclamar a verdade do Evangelho neste mundo que é tomado pelo relativismo.

Neste livro, Francis Schaeffer disponibilizou-nos uma análise detalhada do problema original que levou o século XX e XXI a viver sem parâmetros. Ele não somente disponibilizou esta análise, como também nos mostrou como podemos viver nesta geração de modo que demonstremos que temos o real conhecimento da verdade absoluta e o sentido da vida. Não somente mostrar na vida prática como também provar racionalmente.

O Cristianismo é realista porque diz que, se não há verdade, também não há esperança; e não pode haver verdade sem fundamento adequado […] O Cristianismo é realista o bastante para dizer que o mundo está marcado pelo mal e que o homem é realmente culpado, por todos os aspectos […] O Cristianismo está a quilômetros de distância de qualquer tipo de humanismo otimista […] O Cristianismo oferece um diagnostico e, logo em seguida, um fundamento sólido para a solução […] Se abandonarmos nosso senso de antítese, não teremos mais nada a dizer (p. 64-5).

Portanto, recomendo mais uma vez a leitura deste livro. Sem dúvida alguma, após a leitura deste livro, você olhará ao seu redor com outra perspectiva. Perspectiva essa que fará você enxergar a urgência da proclamação clara do Evangelho para essa geração que não tem perspectiva e propósito de vida.

Que o Senhor nos ajude a proclamar sem medo a única mensagem que Ele prometeu abençoar: que seu Filho unigênito (Jesus Cristo) desceu do céu e morreu nesta terra, em um ponto da história espaço-temporal, e somente através da Sua morte qualquer homem pode ter comunhão novamente com Deus, e isso não é relativo.

 

 

Resenha – O que a Bíblia realmente ensina sobre a homossexualidade?

 
 

DeYOUNG, Kevin. O que a Bíblia realmente ensina sobre a homossexualidade? Trad. Francisco Wellington Ferreira. São Paulo: Fiel, 2015. p. 200.

Kevin DeYoung nasceu no ano de 1977, em South Holland, Illinois. DeYoung é pastor principal na igreja University Reformed Church em East Lansing, Michigan; obteve sua graduação pelo Hope College e mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary; é preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition, também é autor de diversos livros, dentre eles: Levando Deus a sério; Qual a missão da igreja? Não quero um pastor bacana; Por que amamos a Igreja? etc…

Em qualquer assunto difícil é apropriado que logo de início um crente pergunte: “O que a Bíblia diz sobre isto?” Creio que é exatamente isto que o escritor buscou fazer. Não fazer a pergunta, mas nos mostrar o que a Bíblia diz. Nesta obra DeYoung nos convida a olharmos humildemente para o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto da homossexualidade. Ele examina importantes passagens da Bíblia e o seu ensino sobre a sexualidade, e responde às questões e objeções que tem sido levantadas por cristãos e não cristãos sobre esse assunto, tornando este livro uma leitura indispensável para se considerar biblicamente uma das questões mais debatidas e controversas de nossos dias.

O livro está dividido em duas partes:

Parte 1: Entendendo a Palavra de Deus – consiste de cinco capítulos que examinam cinco dos textos bíblicos mais relevantes e mais debatidos em relação à homossexualidade. Nesta parte o autor procura defender a moralidade sexual bíblica, isto é, o fato de que Deus criou o sexo como um dom excelente reservado para a aliança do casamento entre um homem e uma mulher.

1. Um homem, uma mulher, uma carne (Gênesis 1-2)
2. Aquelas cidades infames (Gênesis 19)
3. Levando a sério um livro estranho (Levítico 18, 20)
4. O caminho dos romanos na direção errada (Romanos 1)
5. Uma nova mensagem procedente de um velho lugar (I Coríntios 6; I Timóteo 1)

Parte 2: Respondendo a Objeções – o autor apresenta sete objeções mais comuns ao ponto de vista tradicional sobre a moralidade sexual. Os sete capítulos procuram demonstrar que não há razões históricas, culturais, pastorais ou hermenêuticas convincentes para deixarmos de lado o significado claro da Bíblia, conforme entendido por quase dois mil anos. Um capítulo de conclusão tenta explicar o que está em jogo neste debate.

6. “A Bíblia quase nunca menciona a homossexualidade”
7. “Não esse tipo de homossexualidade”
8. “E quanto a glutonaria e divórcio?”
9. “A igreja deve ser um lugar para pessoas caídas”
10. “Vocês estão no lado errado da História”
11. “Não é justo”
12. “O Deus que eu adoro é um Deus de amor”

O livro também contém um capítulo de conclusão: “Andando com Deus e andando uns com os outros em verdade e graça”. E três apêndices: (1) E quanto ao casamento homossexual? (2) Atração homossexual: três bases. (3) A igreja e a homossexualidade: dez compromissos.

Assim como o autor, recomendo também a leitura deste livro para três tipos de pessoas: (1) Os convictos – aqueles que estão convencidos que o comportamento homossexual é pecado. (2) Os confusos – aqueles que ainda não tem uma posição clara quanto ao assunto. O foco do autor é examinar as Escrituras, assim, mantenha os olhos na Palavra de Deus e continue crendo que ela é clara, boa e verdadeira. (3) Os contenciosos – aqueles que as reações estão entre frustração revoltante e desdém completo. Ao ler este livro, mantenha três coisas abertas: sua mente, seu coração e sua Bíblia.

Portanto, gostaria de concluir com algumas palavras da introdução do livro. O autor diz: “Embora a pergunta seja importante – ‘O que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade?’ – a pergunta mais importante e principal é ‘O que a Bíblia diz a respeito de tudo?’. Isso significa que […] temos de começar onde a Bíblia começa: no princípio.” (p. 14).

DeYoung continua dizendo que a primeira pessoa que encontramos na Bíblia é Deus. Ele passa a descrever a criação e a queda de Adão, em seguida descreve a queda de Israel. A promessa de Deus em enviar Seu único Filho para restaurar toda a criação. Assim, Apocalipse encerra com a visão de novos Céus e nova Terra.

“A história da Bíblia não é a história em que Deus dá uma palestra sobre casamento homossexual […] Embora a homossexualidade seja uma das mais inquietantes e dolorosas controvérsias de nossos dias, não é o que igreja tem cantado, orado e pregado por quase dois mil anos. No entanto, em algumas maneiras é. Por dois mil anos a igreja tem se focalizado em adorar um Cristo que salva, um Cristo que perdoa, um Cristo que purifica um Cristo que nos desafia e nos muda, um Cristo que nos convence e nos converte e um Cristo que virá outra vez.”

O Senhor condena a prática homossexual como qualquer outro pecado, isso é fato! A boa notícia é que o Senhor oferece perdão de pecados. Não podemos colocar o amor de Deus como supremo, enquanto desvalorizamos os demais. Ele também é Santo, Soberano, Onipotente, Onipresente, Eterno… e nenhum destes é mais elevado ou essencial que os outros.

O Senhor nos convida a irmos até Ele em humildade, arrependimento e fé. Somente o Senhor Jesus pode perdoar um ímpio como eu e você. Esse é o enredo das Escrituras e as melhores notícias que você jamais ouvirá. Apesar de que os nossos pecados pareçam grandes demais, Jesus nos convida a segui-Lo e Ele nos aliviará. Lembre-se que haverá perdão, quando houver arrependimento. O pai recebeu de braços abertos o filho pródigo quando este viu seu pecado, caiu em si e voltou para casa. E não somente isso, o amor de Deus em Jesus Cristo nos promete que: “Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar o pecado e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

 

 

Resenha – A Ressurreição aconteceu… mesmo?


 
 

McDOWELL, Josh e STERRETT Dave. A Ressurreição aconteceu… mesmo? Trad. Daniele Pereira. Bangu, RJ: CPAD, 2014. p 126.

Josh McDowell nascido em 17 de Agosto de 1939 em Union City, Michigan. Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico de Talbot, na Califórnia. Josh se considerava um agnóstico quando jovem. Ele tinha convicção de que o cristianismo era inútil. Porém quando desafiado a examinar intelectualmente os argumentos do cristianismo, descobriu evidências convincentes, imbatíveis, da confiabilidade da fé cristã.

Dave Sterrett é conferencista e escritor de um movimento chamado I am second (Eu sou o segundo). Além de ministrar em igrejas e escolas e campi de faculdades, Dave trabalha como professor adjunto na Liberty University.

O desenrolar desta obra acontece no campus da Opal University. Quando em uma certa manhã, um aluno da própria universidade descarrega uma sequência de tiros contra os estudantes, ceifando a vida de 9 alunos e em seguida aponta a arma para si, tirando a própria vida. Centenas de alunos confrontados com tamanha tragédia e perda de amigos, passaram a fazer perguntas difíceis relacionadas a vida após a morte. Inclusive um grupo de alunos do clube ateísta da universidade.

Esses alunos do clube ateísta ouvem uma conversa sobre céu e ressurreição de Jesus na cafeteria da escola, em seguida se aproximam para ouvir melhor e questionar. Apesar da conversa trazer um certo consolo, os alunos se negam a acreditar, pois para eles tal assunto não tem nenhum sentido lógico. A partir daí, segue-se um diálogo entre alunos cristãos e ateístas em busca da verdade a respeito da ressurreição de Jesus. Dois alunos ateístas, Scott e Brett se comprometem a examinar intelectualmente os textos antigos e argumentos do cristianismo para provar que os cristãos estão errados e que tudo não passa de uma mera lenda urbana.

O final da história vou deixar para você mesmo conhecer.

Como deu para notar, o livro é escrito em forma de narrativa e não em dissertação argumentativa. O que torna a leitura mais envolvente, no final o próprio leitor será capaz de tirar suas próprias conclusões acerca da ressurreição de Jesus Cristo. Infelizmente, a ressurreição de Jesus é uma das doutrinas bíblicas mais atacadas em nosso mundo. Muitos creem que um Jesus existiu e morreu, mas que Ele chegou a ressuscitar… é impossível, dizem eles.

Nesta obra, iremos nos deparar com perguntas, como:

• Por que Jesus teve de morrer?
• Existe alguma prova de que Jesus realmente ressuscitou?
• E se tudo for apenas uma grande teoria da conspiração?
• Posso ser cristã sem crer na ressurreição?

Além destas perguntas, iremos nos deparar com assuntos do tipo:

• Evidência médica para a crucificação de Jesus.
• Os costumes funerários dos judeus.
• Os guardas no túmulo de Jesus.
• James Cameron e o túmulo secreto de Jesus.
• Cristianismo e Mitologia pagã.

O livro contém 25 capítulos, mas são capítulos curtos entre 3 a 5 páginas cada capítulo. Apesar do livro ser curto, a estrutura do mesmo faz o leitor se envolver com o desenrolar de toda a história. É uma leitura que dá pra fazer em um dia ou dois no máximo.

Sinceramente recomendo a leitura deste livro, não só recomendo a leitura, como incentivo ler, emprestar, presentear a quem você desejar. A doutrina da ressurreição de Jesus é extremamente importante e se alguém tem dúvidas quanto a isto é importante que essas dúvidas sejam respondidas para que não haja uma certa frustração dessa pessoa quanto ao cristianismo.

Se Jesus Cristo não ressuscitou, então como Paulo disse: “comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (I Coríntios 15:32). Isto é, se Cristo não ressuscitou a vida cristã não tem propósito algum. Mas, se Jesus, realmente, ressuscitou, então Paulo diz: “sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (I Coríntios 15:58). A ressurreição de Jesus Cristo faz toda a diferença!

 

 

EXISTE REALMENTE VIDA EXTRATERRESTRE?

 

Absolutamente esse tem sido um assunto bastante debatido por muito tempo. Ainda mais, nos períodos em que são divulgados as pesquisas feita no planeta vizinho (Marte). Talvez, para muitas pessoas existe uma certa expectativa, será mesmo que existe vida em Marte ou em algum outro planeta? Quanto a isso, existe uma certa divergência, alguns acreditam que sim, outros não dão tanta importância, pois sabem que tal coisa não é verdadeiro, como ET, disco voador, etc.
 
Certo dia, estava conversando com uma amiga minha que é cristã, e ela chegou a afirmar que acredita em vida em outros planetas, fiquei surpreso com essa afirmação, não estava esperando. Mas será que realmente existe vida em outros planetas? Minha posição é que ‘NÃO‘ há vida em outros planetas e tentarei explicar o porquê dessa minha posição.
 
Em primeiro lugar, vamos supor que exista vida em outros planetas, vamos supor que existe ETs e que eles estão nos observando. A Bíblia nos alerta dizendo que o pecado de Adão trouxe maldição não somente a esta terra, mas a todo o universo. “Na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” (Romanos 8:21-22). Toda a criação suporta angústias por causa do peso do pecado. O efeito do pecado de Adão foi universal. Se não fosse assim, então qual seria a razão de Deus destruir todas as coisas e fazer novos céus e nova terra? “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão desfeitas. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Pedro 3:10; 13). Portanto, se existe qualquer ET vivendo em algum lugar nesse universo, ele será afetado pela destruição do universo, mesmo se ele não tiver cometido pecado, o que seria injusto.
 
Em segundo lugar, ainda pensando na hipótese da existência de Extraterrestres. Quando Cristo tornou-se Homem, Ele veio a terra não apenas para redimir a humanidade, mas, também para reconciliar consigo mesmo todas as coisas “E, que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dEle, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” (Colossenses 1:20). Portanto, a morte de Jesus Cristo, não poderia salvar possíveis ETs, pois, eles precisariam ser descendentes de Adão para que Cristo fosse o Redentor deles também, mas, pelo o que sabemos os ETs não herdaram a natureza pecaminosa de Adão, porque não existe ETs.
 
Talvez alguém ainda possa levantar outra questão, dizendo: E se Cristo tiver também morrido nos outros planetas para os redimir? A Bíblia deixa clara que Cristo morreu uma única vez e foi no planeta terra, mas precisamente em Israel “ao se cumprirem os tempos, se manifestou UMA VEZ POR TODAS, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:26). Cristo não será crucificado e ressuscitado em cada planeta. Outro ponto interessante é que a morte e ressurreição de Cristo, seria necessário para edificar a Sua Igreja, ou a Sua noiva. Jesus Cristo não é polígamo com várias outras noivas de cada planeta.
 
Portanto, eis a razão porque não acredito em vida fora do planeta terra, ETs, disco voadores e etc. Espero que tenha servido para esclarecer se alguém ainda tenha alguma dúvida quanto a esse assunto. Eu sei que a mídia tem tentado nos fazer crer nesse assunto, mas devemos, como bons crentes examinar as Escrituras.
 

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (2 Pedro 3:18)