Resenha – Além do Planeta Silencioso


 
 

LEWIS, C. S. Além do Planeta Silencioso: Trilogia Cósmica. Trad. Waldéa Barcellos. São Paulo: Martins Fontes. 2010. p 220.

Clive Staples Lewis, ou C. S. Lewis, como é geralmente conhecido. Nasceu em Belfast, Irlanda no dia 29 de Novembro de 1898, e faleceu em Oxford, Inglaterra no dia 22 de Novembro de 1963, uma semana antes de completar 65 anos. Lewis foi professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristã. Durante sua carreira acadêmica, lecionou tanto na Universidade de Oxford como na Universidade de Cambridge. Ficou bastante conhecido por seus escritos de apologia cristã, ficção e fantasia. Dentre suas obras mais conhecidas podemos destacar: As Crônicas de Nárnia, Cristianismo Puro e Simples, Cartas de um diabo ao seu aprendiz, O Problema do Sofrimento, Milagres, etc. Além disso, C. S. Lewis, foi um respeitado estudioso da literatura medieval e renascentista, tendo produzido alguns dos mais renomados trabalhos acadêmicos envolvendo esses temas, destacamos: Alegoria do Amor e A Imagem Descartada. Lewis, foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião; e, como autor cristão, com sua mente incrivelmente lógica e brilhante, seu estilo lúcido, fez dele um grande pensador, escritor e apologista.

Além do Planeta Silencioso, primeiro livro da trilogia cósmica de Lewis, seguido por Perelandra e Uma Força Medonha. Os livros foram escritos durante os tensos momentos que antecederam a 2ª Guerra Mundial (1938-1945). Pegando esse contexto, na leitura será possível observar um pouco dessa tensão nos personagens humanos, especialmente na pessoa de Weston, pelo seu desejo de sobrepujar as formas inferiores de vida. A Trilogia Cósmica, é mais voltado para o público adulto, diferente das Crônicas de Nárnia, que apesar de, também ser ficção e fantasia, pode ser apreciado tanto por crianças como adultos.

A história gira em volta de uma viagem espacial de três homens: Ransom, Devine e Weston. O personagem principal é Ransom, um filólogo (ao que parece, o personagem foi inspirado no seu amigo, J R. R. Tolkien). Portanto esses três homens seguem viagem para Malacandra, na nossa nomenclatura se trata de Marte, e Ransom é levado involuntariamente para lá, quando acorda percebe que já está no espaço, sem conhecimento algum do que está acontecendo ou para onde está indo, pois seus sequestradores não revelam o plano. Ao chegar em Malacandra ele depara-se com criaturas diferentes do ser humano no seu aspecto fisionômico, porém iguais na inteligência, ou sejam, se tratavam de criaturas racionais, seres pensantes e falantes. O planeta continha três tipos de espécie: hrossa, sorn, pfifltriggi. Cada um diferente na aparência e estilo de vida, porém, todos amigáveis e respeitosos uns com os outros. Por ser filólogo, Ransom conseguiu aprender o idioma malacandrino. Todas as três especies falavam o mesmo idioma, assim a comunicação com os nativos foi bem sucedida. Os Malacandrianos percebem que Ransom é de Thulcandra, (Thulc = silencio; Andra = terra; Planeta Silencioso), na nossa nomenclatura, planeta Terra. Isso deixa os malacandrinos admirados, pois, o planeta Terra é um planeta silencioso, sem comunhão com os demais planetas e eles nunca haviam visto qualquer espécie de Tchulcandra. Assim, Ransom é convocado para conversar com Oyarsa (uma inteligência tutelar de uma esfera celeste), para saber como está o planeta silencioso. Apesar do planeta ser estranho ao filólogo, logo que foi capaz de aprender o idioma, conseguiu comunicar com as criaturas e sentiu-se bem recebido. A princípio, é claro, as criaturas lhe causava terror e incertezas, porém passou a confiar nelas mais do que nos seres de sua própria espécie.

Como falei anteriormente, o livro se trata de uma aventura de ficção científica, e por se tratar de ficção, é bom deixar claro que os aspectos especulativos que são encontrados nas literaturas de Lewis, especialmente nas de ficção e fantasia, são apenas aspectos especulativos, não fazia parte da ortodoxia pessoal do autor. Creio que seja importante pontuar esse tema, pois, por vezes, C. S. Lewis é criticado quanto a sua teologia, por considerarem confusa. Quando seus críticos são questionados quanto a base para suas críticas, eles apontam para os livros de ficção e não para os seus ensaios teológicos. Dessarte, quando Lewis está escrevendo ficção, ele, de fato, está escrevendo ficção e não teologia, apesar de que, mesmo nos seus livros de ficção é possível presenciar diversos elementos cristãos.

Desta forma, gostaria de compartilhar algumas impressões cristãs que obtive ao ler Além do Planeta Silencioso. (1) Quando lemos sobre literaturas de viagens planetárias, normalmente, o enredo gira em torno de homens que saem do seu planeta para outro, ao chegar lá se deparam com diversos monstros e a partir daí travam batalhas com esses monstros para sobreviverem. O enredo de Lewis é diferente, três homens saem do seu planeta, porém, apesar de, encontrarem criaturas estranhas, pelo menos um desses homens percebem que o verdadeiro monstro é o homem, pela sua ganância, crueldade, ódio, malícia, etc. (2) Ransom, o personagem principal, passa a entender que o Planeta Silencioso é o planeta Terra, e por que ela é silenciosa? Algo aconteceu na terra que a fez perder a comunhão com os demais planetas. Todos os outros planetas não conseguiam obter nenhum sinal da terra. Por isso, Malacandra o considerava em silêncio. Na cosmovisão cristã, entendemos que após a queda todo o universo foi atingido pelo pecado, e o pecado trouxe a morte (separação). (3) Todas as espécies em Malacandra falavam apenas um único idioma e viviam harmoniosamente, considerando um ao outro. Em Gênesis notamos o homem querendo tornar seus nomes célebres (superiores), construindo uma torre até os céus e Deus passa a confundir as línguas. O pecado trouxe separação em diversas áreas da vida humana.

Vale muito a pena fazer a leitura do livro. Lewis sempre escreve de maneira muito clara e as informações sobre o relevo do planeta, a flora, o mar, o sentimento dos personagens, etc., são minuciosamente detalhada e por vezes você se encontrará dentro da aventura.

 

Resenha – O Deus que se Revela


 
 

SCHAEFFER, Francis A. O Deus que se Revela. Trad. Gabrielle Greggersen. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. p. 144.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

O Deus que se Revela (no original, He is there and he is not silent) forma com O Deus que intervém e A morte da razão a trilogia clássica de Schaeffer. O Deus que se Revela trata-se do último livro da trilogia clássica. Segundo o autor, este livro argumenta sobre como podemos vir a saber e como podemos saber o que sabemos. Assim, o autor pondera que o pensamento moderno está fundamentalmente errado em suas posições quanto a como sabemos e o que sabemos. Contrastando com o silêncio e desespero do homem moderno, Schaeffer mostra que podemos de fato conhecer o Deus que intervém porque Ele não está em silêncio.

O livro possui quatro capítulos:
 
1. A Necessidade Metafísica.

O presente capítulo trata do campo da metafísica, do Ser. O problema da existência. Nisso inclui-se a existência do homem, e precisamos dar-nos conta de que a existência do homem não é, propriamente um problema maior do que o fato de que qualquer coisa se quer exista. Schaeffer argumenta que no campo da existência, há somente três respostas elementares que estariam abertas para a reflexão e debate racional.

A primeira resposta seria: tudo que existe se originou absolutamente do nada. Se quisermos aceitar esta resposta, teria que ser nada de nada, o que significa que não poderia haver nenhuma energia, nenhuma massa, nenhum movimento, nenhuma personalidade.

A segunda possível resposta seria: tudo o que existe teve um começo impessoal. Este elemento impessoal pode ser massa, energia, movimento. O dilema dessa resposta é encontrar sentido para os aspectos particulares. O particular pode ser um fator individual, as partes separadas do todo. Uma gota de água é um aspecto particular, assim como um ser humano. Partindo do impessoal, como qualquer elemento particular, incluindo o homem, terá qualquer sentido ou relevância?

A terceira resposta possível: tudo o que existe começou com uma origem pessoal. Pode parecer simplista, mas é verdadeiro. A grande desgraça do homem moderno é que ele não consegue ver o sentido do próprio homem, mas, se partimos de uma origem pessoal, estaremos em uma situação oposta. A personalidade tem sentido porque não está alienada daquilo que sempre existiu, do que existe e do que sempre existirá. “Não é que esta seja a melhor explicação possível para a existência; trata-se da única resposta […] A única resposta possível para tudo o que existe, é que ele, o Deus pessoal infinito, existe.” (p. 54).
 
2. A Necessidade Moral.

Segunda área do pensamento filosófico, o homem e o dilema do homem. Neste capítulo, Schaeffer argumenta que, pelo fato do homem ser pessoal, diferente do não-humano, ele tem a “hombridade” humana (personalidade), que o distingue do não-humano e ainda assim ele é finito. Por ser finito, ele não tem um ponto de convergência suficiente em si mesmo. Portanto, se aceitarmos a origem impessoal, a moral não existe como moral propriamente dita. A moral será somente uma outra forma de metafísica, de Ser. A moral desaparecerá. Se Deus não existisse, não haveria resposta nenhuma para o problema da moral. Existe uma necessidade filosófica tanto na metafísica como na moral, de que Ele exista e que não esteja em silêncio.

 
3. A Necessidade Epistemológica: o problema.

Neste capítulo, o autor apresenta a necessidade da epistemologia, a teoria do método ou a teoria do conhecimento, como chegamos a conhecer ou como podemos ter certeza de que conhecemos. A epistemologia é o problema central da nossa geração, o chamado conflito de gerações é, na verdade, um conflito epistemológico, simplesmente porque a geração atual olha para o conhecimento de uma forma radicalmente diferente das anteriores. Os filósofos gregos empenharam muito tempo lutando com o problema do conhecimento. Quem mais se envolveu foi Platão, ele compreendeu o problema básico, que é o que se encontra no campo do conhecimento, bem como no campo da moral, de que deve haver mais particulares se quisermos que haja sentido. No campo do conhecimento, temos particulares, pelas quais nos referimos às coisas individuais que vem no mundo. Em qualquer momento estaremos nos deparando com milhares de particulares sobre a realidade. O que são os universais que atribuem sentido a esses particulares? Eis o cerne do problema epistemológico e do problema do saber.

 
4. A Necessidade Epistemológica: a resposta.

O autor sustenta que há uma resposta cristã para o problema epistemológico. A alta Renascença apresentava um problema quanto à natureza e à graça, seu racionalismo e humanismo não admitiam nenhuma forma de relação entre a natureza e a graça. Ela nunca foi capaz de dar resposta ao problema, o dilema do século 20, vem daí. De acordo com o pensamento judaico-cristã, acreditamos que existe alguém (Deus) com quem podemos conversar, e que Ele nos transmitiu informações de dois tipos. Primeiro, Ele falou sobre si mesmo, não extensiva, mas verdadeiramente, e segundo, Ele falou sobre a História e o Cosmos, não extensiva, mas verdadeiramente. Sendo assim, o racionalismo não conseguia encontrar uma resposta, mas Deus falando confere a unidade ao dilema da graça e natureza.

Sem dúvida, o livro O Deus que se Revela é altamente pertinente, pois trata basicamente da necessidade filosófica de Deus existir e não estar em silêncio, nos campos da metafísica, moral e epistemológica. Esses são os três campos básicos do pensamento filosófico. Pelo fato de Deus existir e Ele não está em silêncio podemos saber o que sabemos.

O homem moderno procura as respostas ao seu dilema partindo dele mesmo. O homem, por ser finito, não tem um ponto de convergência suficiente em si mesmo. É necessário um ponto de referência infinito para dar sentido e relevância. O Cristianismo tem a resposta para os dilemas do homem moderno, como o autor diz, “não a melhor resposta, mas a única resposta possível para tudo o que existe”. Deus existe e Ele não está em silêncio. Ele se revelou e interveio na História humana, com base nesse conhecimento, podemos encontrar sentido, prazer, propósito e beleza na vida.

Portanto, recomendo a leitura do livro, não somente deste livro, mas da trilogia clássica: (1) O Deus que Intervém; (2) A morte da Razão e (3) O Deus que se Revela, (de preferência nessa sequência). Sem a base do todo dos três livros, fatalmente a leitura de qualquer um deles de forma isolada deixará de atingir em profundidade as suas variadas implicações.

 

Resenha – A Morte da Razão


 
 

SCHAEFFER, Francis A. A Morte da Razão. Trad. João Bentes. 2a ed. São Paulo: ABU; Viçosa/MG: Ultimato, 2014. p 103.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

A Morte da Razão é o segundo livro da trilogia clássica de Francis Schaeffer. O livro explica o que realmente levou a sociedade atual abandonar a capacidade de pensar racionalmente na busca pela verdade, colocando no lugar da razão as emoções e experiências como o árbitro daquilo que é verdadeiro. O que vale hoje é o que estou sentido no coração, o que me deixa feliz. Isto é visto nas músicas, cinemas, televisão e infelizmente nas igrejas. A razão deixou de ser importante para dar lugar as experiências ou aquilo que mexe com minhas emoções.

Como tal ideologia adentrou nas igrejas, a mensagem do Evangelho também foi contaminada com essa maneira de pensar. Muitos cristãos tem apresentado um evangelho com pouco ou nenhum conteúdo, porém cheio de símbolos e emoções: “Jesus te ama”, “Deus me revelou que quer fazer uma grande obra na sua vida”. Assim, A morte da razão nos ajuda a compreender o modo de pensar da sociedade atual para podermos comunicar a verdade imutável a um mundo de mudanças.

O livro possui sete capítulos:

1. Natureza e Graça.

Schaeffer inicia com o ensinamento de um homem que transformou o mundo de modo muito real. Tomás de Aquino defendia que a vontade do homem está decaída, mas o intelecto não. A partir dessa noção incompleta do conceito bíblico da queda resultaram todas as dificuldades que vieram depois. O intelecto humano tornou-se autônomo. Um dos exemplos dessa autonomia foi o desenvolvimento da teologia natural. Uma teologia que se poderia formular a parte das Escrituras. Da mesma forma, a filosofia, separando-se das Escrituras. O mesmo aconteceu no mundo da arte.

2. Uma unidade de Natureza e Graça.

Este capítulo mostra que a filosofia de Tomás de Aquino apresentou um dualismo no homem pós queda. Contudo a Reforma rejeitou essa teologia e abraçou a noção bíblica de uma queda total da natureza humana, inclusive a vontade e intelecto. O dualismo no homem renascentista trouxe à tona as modernas formas de Humanismo, com as misérias e os sofrimentos do homem moderno. Contudo a Reforma dava a única resposta adequada ao dilema humano.

3. A Ciência moderna nos primórdios.

Neste capítulo o autor fala que a ciência moderna, em seus primórdios, foi o produto daqueles que viveram no consenso e cenário do Cristianismo. O Cristianismo era necessário para o começo da ciência moderna pela simples razão de que o Cristianismo criou um clima de pensamento que colocou o homem em posição de investigar a forma do universo. O Cristianismo outorga a certeza da realidade objetiva e de causa e efeito, certeza suficientemente sólida para que sobre ela se assente o fundamento do saber.

4. O Salto.

Aqui Schaeffer apresenta o homem moderno como morto. O homem moderno não tem significado, propósito ou sentido. Há apenas pessimismo quanto ao homem como homem. Para fugir do pessimismo, o homem moderno dá um salto de fé não racional em busca de otimismo. O homem é forçado ao desespero desse salto porque não pode viver como uma simples máquina.

5. A Arte como salto no andar superior.

Neste capítulo o apologista usa a arte moderna como uma ilustração da tensão do homem moderno, que por sua vez proporciona uma explicação parcial para o fato curioso de que muito da arte contemporânea, como expressão própria do que é o homem em si, é feia. O homem criado a imagem e semelhança de Deus é maravilhoso, porém sua presente condição é caído e ao tentar expressar a liberdade a seu próprio modo autônomo, muito de sua arte, ainda que não o todo, torna-se feio e desconstituído de qualquer sentido.

6. Loucura.

Os herdeiros do iluminismo tinham prometido que proveriam uma resposta unificada com base no racional, porém eles não cumpriram essa promessa. Eis a razão para os artistas loucos e semiloucos da era moderna. Em outras palavras, os racionalistas não descobriram nenhuma espécie de unidade nem qualquer esperança de solução racional. Assim, para o homem moderno, o polo final em liberdade autônoma é ser doido. Coisa excelente é ser doido, pois significa ser livre.

7. Racionalidade e Fé.

Neste capítulo Schaeffer lista algumas consequências ao lançar a fé contra a racionalidade. (1) O conceito de moral é excluído; (2) Não há base adequada para a lei; (3) O problema do mal fica sem solução e (4) Se torna impossível compartilhar a mensagem do Evangelho a outro. O Cristianismo tem, portanto, a oportunidade de falar claramente que a resposta que oferece encerra exatamente aquilo de que se despertou o homem moderno – a unidade do pensamento. É verdade que o homem terá que renunciar a seu arraigado racionalismo, mas, com base no que se pode discutir.

O livro é altamente pertinente para os nossos dias. Vivemos em uma geração na qual a verdade objetiva é tirada de cena e colocado o subjetivismo. Isso acaba dificultando a comunicação do Evangelho para nossa geração. Por essa razão, é de grande importância sabermos proclamar a verdade do Evangelho neste mundo que é tomado pelo relativismo.

A razão pela qual muitas vezes não podemos falar a nossos filhos, muito menos aos filhos dos outros, é que jamais nos demos ao trabalho de ponderar o quanto suas formas de pensamento são diferentes das nossas. […] Em áreas cruciais, muitos pais, ministros e educadores cristãos estão, hoje, tão fora de sintonia com numerosos contingentes de filhos da própria igreja e com a vasta maioria que não pertencem a ela, que é como se estivessem falando uma língua estrangeira. Concluímos, pois, afirmando que o que se diz neste livreto não é uma simples matéria de debate intelectual. Não é algo que deva ser de interesse puramente acadêmico. É assunto decisivamente crucial para aqueles dentre nós que nutrem o sério propósito de comunicar o evangelho cristão neste século 21. (p. 103).

Portanto, recomendo seriamente a leitura deste livro para que possamos nos equipar a fim de comunicar a fé cristã de modo eficiente. Para que isso seja feito, é necessário conhecer e entender as formas de pensamento de nossa geração. Só poderemos compreender as tendências atuais do mundo do pensamento se visualizarmos a situação segundo sua origem histórica.

Que o Senhor nos ajude e nos capacite a proclamarmos de forma nítida o plano amoroso do Senhor na salvação de perdidos!

 

Resenha – O Deus que Intervém


 
 

SCHAEFFER, Francis A. O Deus que Intervém. Trad. Gabrielle Greggersen. 3ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2016. p 256.

Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortodoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

O Deus que Intervém junto com A Morte da Razão e O Deus que se Revela formam a trilogia clássica de Schaeffer. O Deus que Intervém foi o primeiro livro escrito e lança os fundamentos, estabelecendo a terminologia e propondo a tese básica. Neste livro, o autor mostra como o pensamento moderno abandonou a ideia de verdade, com trágicas consequências para todas as áreas da cultura desde a filosofia até a arte, música, teologia e na sociedade como um todo. A única esperança está em confrontar nossa cultura com a verdade histórica do cristianismo apresentada com paixão e sem concessões, e vivida de modo completo em todas as áreas da vida individual e comunitária.

O livro possui seis divisões:

1. O Clima intelectual e cultural da segunda metade do século 20.

1. A Linha divisória é fixada
2. O Primeiro degrau na linha do desespero: a filosofia
3. O Segundo degrau: a arte
4. O Terceiro e o quarto degrau: a música e a cultura geral
5. O Fator unificador dos degraus do desespero

Nesta seção, o autor argumenta dizendo que o principal fracasso da geração do século 20 foi a alteração do conceito de verdade. Anteriormente a verdade era concebida com base na antítese. Se há uma tese, deve haver uma antítese. Se algo é verdadeiro, o oposto tem de ser falso. Porém, isso mudou com o filósofo alemão Hegel, que propôs uma nova maneira de pensar. Não agindo pelo conceito de tese e antítese, mas relacionando as duas, resultando em um conceito de síntese. A partir de então, o conceito de verdade absoluta foi erradicado em todos os segmentos da sociedade. Para grande parte do pensamento moderno, a ordem do dia é combater todas as antíteses e toda a lógica da criação divina – inclusive a distinção entre macho e fêmea.
 

2. A Relação da nova teologia com o clima intelectual.

1. O Quinto degrau: a teologia
2. O Misticismo moderno: desespero para além do desespero
3. O Misticismo moderno em ação: arte e linguagem
4. O Misticismo moderno em ação: música e literatura
5. A Próxima fase da teologia moderna

Schaeffer mostra o declínio da teologia sustentada pela síntese. A nova teologia seguiu o caminho da filosofia de Hegel, sugerindo que o racional e lógico seria crer que as Escrituras contém erros. Assim, a questão real na nova teologia não é só sua visão das Escrituras, mas a fragmentação da perspectiva da verdade. Portanto, o novo sistema teológico não está aberto à investigação; ele deve ser simplesmente crido. O segredo da força da nova teologia foi criar símbolos (jargões) que aparenta ter conotação com a realidade, dando uma impressão de significado e otimismo, mas, na verdade, seu significado é obscuro. No primeiro momento parece soar espiritual: “Eu não peço respostas, eu apenas acredito.” ou “Eu não quero a razão, eu quero fé.” Tudo isso pode soar espiritual, mas decepciona muitas pessoas. A nova teologia apresenta uma fé sem racionalidade, apoiando-se no misticismo. “Temos aqui um amplo alerta para não aceitar ‘boas palavras’ de tantos teólogos modernos, sem a certeza de que eles não estejam usando essas palavras para dar uma ilusão de sentido.” (p. 101).
 

3. Como o Cristianismo histórico difere da nova teologia.

1. Personalidade ou barulheira infernal
2. Fatos e conhecimentos verificáveis
3. O Dilema do homem
4. A Resposta de Deus ao dilema do homem
5. Como saber se é verdade?

Esta seção mostra que nossos antepassados usavam o termo teologia sistemática para expressar sua visão de que o Cristianismo não é uma série de preceitos religiosos isolados, mas que tem início e progride para um fim. Quando bem compreendido, o Cristianismo, enquanto sistema, apresenta respostas para as necessidades básicas do homem moderno. É exatamente nisto que ele se distingue da nova teologia, que não tem bases suficientes que lhe permitam dar respostas que resistam ao teste da racionalidade e ao todo da vida.
 

4. Falando do Cristianismo histórico ao século 20.

1. Descobrindo o ponto de tensão
2. Do Ponto de tensão até o Evangelho
3. Aplicando o Evangelho

Quando nos voltamos para analisar, em maiores detalhes, como podemos falar as pessoas do século 20, devemos enfatizar, antes de tudo, que não existem regras mecânicas.
Podemos estabelecer certos princípios gerais, mas não pode haver aplicação automática. Não obstante, não podemos deixar de apelar sempre para o Senhor em oração, e para a ajuda do Espírito Santo, para que a comunicação seja aplicada de maneira efetiva. Um princípio geral que nos norteará na comunicação é que ninguém é capaz de viver de modo coerente com os pressupostos não-cristãos, por ser confrontado com o mundo real e consigo mesmo, na prática sempre será possível encontrar algum meio para conversar.
 

5. A Pré-Evangelização não é uma opção fácil.

1. Testemunhando a fé cristã para nossa geração
2. A importância da verdade

Neste ponto, Schaeffer enfatiza que o conhecimento precede a fé. Isso é crucial para a compreensão da Bíblia. Dizer que somente aquela fé que acredita em Deus com base no conhecimento é verdadeira fé, é dizer algo que cai como uma bomba no mundo do século 20. Antes de um ser humano estar pronto para se tornar um crente, ele precisa ter uma compreensão adequada da verdade, não importa se ele tem total consciência do seu conceito de verdade ou não. Ninguém se torna um crente a não ser que entenda o que o Cristianismo está dizendo. O lado positivo da apologética é a comunicação do Evangelho à geração presente, de modo que possa entender.
 

6. A Vida pessoal e coletiva em meio ao século 20.

1. Demonstrando o caráter de Deus
2. Lei, mas não somente lei

Nesta seção conclusiva, o autor investiga a questão de uma realidade que é visível ao mundo que nos observa. Como crentes, devemos considerar quais são as últimas consequências lógicas dos nossos pressupostos. O Cristianismo fala da verdadeira verdade, mas ela também deve exibir que não é só uma teoria. O mundo tem o direito de olhar para nós e julgar. O que somos chamados a fazer, a partir da obra acabada de Cristo, pelo poder do Espírito Santo, é demonstrar uma cura substancial, individual e coletiva dos conflitos, de modo que as pessoas ao redor tenham chance de observá-la.

Por mais que exista uma igreja invisível (que é composta por todos aqueles que são cristãos, vivendo em qualquer lugar do mundo), ainda assim a igreja jamais deve estar escondida das vistas das pessoas de fora […] como se ela não se incomodasse com o que os homens veem (p. 190-1).

Sem dúvidas o livro é altamente pertinente para os nossos dias. Vivemos em uma geração na qual a verdade objetiva é tirada de cena e colocado o subjetivismo. Isso acaba dificultando a comunicação do Evangelho para nossa geração. Por essa razão, é de grande importância sabermos proclamar a verdade do Evangelho neste mundo que é tomado pelo relativismo.

Neste livro, Francis Schaeffer disponibilizou-nos uma análise detalhada do problema original que levou o século XX e XXI a viver sem parâmetros. Ele não somente disponibilizou esta análise, como também nos mostrou como podemos viver nesta geração de modo que demonstremos que temos o real conhecimento da verdade absoluta e o sentido da vida. Não somente mostrar na vida prática como também provar racionalmente.

O Cristianismo é realista porque diz que, se não há verdade, também não há esperança; e não pode haver verdade sem fundamento adequado […] O Cristianismo é realista o bastante para dizer que o mundo está marcado pelo mal e que o homem é realmente culpado, por todos os aspectos […] O Cristianismo está a quilômetros de distância de qualquer tipo de humanismo otimista […] O Cristianismo oferece um diagnostico e, logo em seguida, um fundamento sólido para a solução […] Se abandonarmos nosso senso de antítese, não teremos mais nada a dizer (p. 64-5).

Portanto, recomendo mais uma vez a leitura deste livro. Sem dúvida alguma, após a leitura deste livro, você olhará ao seu redor com outra perspectiva. Perspectiva essa que fará você enxergar a urgência da proclamação clara do Evangelho para essa geração que não tem perspectiva e propósito de vida.

Que o Senhor nos ajude a proclamar sem medo a única mensagem que Ele prometeu abençoar: que seu Filho unigênito (Jesus Cristo) desceu do céu e morreu nesta terra, em um ponto da história espaço-temporal, e somente através da Sua morte qualquer homem pode ter comunhão novamente com Deus, e isso não é relativo.

 

 

Resenha – O que a Bíblia realmente ensina sobre a homossexualidade?

 
 

DeYOUNG, Kevin. O que a Bíblia realmente ensina sobre a homossexualidade? Trad. Francisco Wellington Ferreira. São Paulo: Fiel, 2015. p. 200.

Kevin DeYoung nasceu no ano de 1977, em South Holland, Illinois. DeYoung é pastor principal na igreja University Reformed Church em East Lansing, Michigan; obteve sua graduação pelo Hope College e mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary; é preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition, também é autor de diversos livros, dentre eles: Levando Deus a sério; Qual a missão da igreja? Não quero um pastor bacana; Por que amamos a Igreja? etc…

Em qualquer assunto difícil é apropriado que logo de início um crente pergunte: “O que a Bíblia diz sobre isto?” Creio que é exatamente isto que o escritor buscou fazer. Não fazer a pergunta, mas nos mostrar o que a Bíblia diz. Nesta obra DeYoung nos convida a olharmos humildemente para o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto da homossexualidade. Ele examina importantes passagens da Bíblia e o seu ensino sobre a sexualidade, e responde às questões e objeções que tem sido levantadas por cristãos e não cristãos sobre esse assunto, tornando este livro uma leitura indispensável para se considerar biblicamente uma das questões mais debatidas e controversas de nossos dias.

O livro está dividido em duas partes:

Parte 1: Entendendo a Palavra de Deus – consiste de cinco capítulos que examinam cinco dos textos bíblicos mais relevantes e mais debatidos em relação à homossexualidade. Nesta parte o autor procura defender a moralidade sexual bíblica, isto é, o fato de que Deus criou o sexo como um dom excelente reservado para a aliança do casamento entre um homem e uma mulher.

1. Um homem, uma mulher, uma carne (Gênesis 1-2)
2. Aquelas cidades infames (Gênesis 19)
3. Levando a sério um livro estranho (Levítico 18, 20)
4. O caminho dos romanos na direção errada (Romanos 1)
5. Uma nova mensagem procedente de um velho lugar (I Coríntios 6; I Timóteo 1)

Parte 2: Respondendo a Objeções – o autor apresenta sete objeções mais comuns ao ponto de vista tradicional sobre a moralidade sexual. Os sete capítulos procuram demonstrar que não há razões históricas, culturais, pastorais ou hermenêuticas convincentes para deixarmos de lado o significado claro da Bíblia, conforme entendido por quase dois mil anos. Um capítulo de conclusão tenta explicar o que está em jogo neste debate.

6. “A Bíblia quase nunca menciona a homossexualidade”
7. “Não esse tipo de homossexualidade”
8. “E quanto a glutonaria e divórcio?”
9. “A igreja deve ser um lugar para pessoas caídas”
10. “Vocês estão no lado errado da História”
11. “Não é justo”
12. “O Deus que eu adoro é um Deus de amor”

O livro também contém um capítulo de conclusão: “Andando com Deus e andando uns com os outros em verdade e graça”. E três apêndices: (1) E quanto ao casamento homossexual? (2) Atração homossexual: três bases. (3) A igreja e a homossexualidade: dez compromissos.

Assim como o autor, recomendo também a leitura deste livro para três tipos de pessoas: (1) Os convictos – aqueles que estão convencidos que o comportamento homossexual é pecado. (2) Os confusos – aqueles que ainda não tem uma posição clara quanto ao assunto. O foco do autor é examinar as Escrituras, assim, mantenha os olhos na Palavra de Deus e continue crendo que ela é clara, boa e verdadeira. (3) Os contenciosos – aqueles que as reações estão entre frustração revoltante e desdém completo. Ao ler este livro, mantenha três coisas abertas: sua mente, seu coração e sua Bíblia.

Portanto, gostaria de concluir com algumas palavras da introdução do livro. O autor diz: “Embora a pergunta seja importante – ‘O que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade?’ – a pergunta mais importante e principal é ‘O que a Bíblia diz a respeito de tudo?’. Isso significa que […] temos de começar onde a Bíblia começa: no princípio.” (p. 14).

DeYoung continua dizendo que a primeira pessoa que encontramos na Bíblia é Deus. Ele passa a descrever a criação e a queda de Adão, em seguida descreve a queda de Israel. A promessa de Deus em enviar Seu único Filho para restaurar toda a criação. Assim, Apocalipse encerra com a visão de novos Céus e nova Terra.

“A história da Bíblia não é a história em que Deus dá uma palestra sobre casamento homossexual […] Embora a homossexualidade seja uma das mais inquietantes e dolorosas controvérsias de nossos dias, não é o que igreja tem cantado, orado e pregado por quase dois mil anos. No entanto, em algumas maneiras é. Por dois mil anos a igreja tem se focalizado em adorar um Cristo que salva, um Cristo que perdoa, um Cristo que purifica um Cristo que nos desafia e nos muda, um Cristo que nos convence e nos converte e um Cristo que virá outra vez.”

O Senhor condena a prática homossexual como qualquer outro pecado, isso é fato! A boa notícia é que o Senhor oferece perdão de pecados. Não podemos colocar o amor de Deus como supremo, enquanto desvalorizamos os demais. Ele também é Santo, Soberano, Onipotente, Onipresente, Eterno… e nenhum destes é mais elevado ou essencial que os outros.

O Senhor nos convida a irmos até Ele em humildade, arrependimento e fé. Somente o Senhor Jesus pode perdoar um ímpio como eu e você. Esse é o enredo das Escrituras e as melhores notícias que você jamais ouvirá. Apesar de que os nossos pecados pareçam grandes demais, Jesus nos convida a segui-Lo e Ele nos aliviará. Lembre-se que haverá perdão, quando houver arrependimento. O pai recebeu de braços abertos o filho pródigo quando este viu seu pecado, caiu em si e voltou para casa. E não somente isso, o amor de Deus em Jesus Cristo nos promete que: “Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar o pecado e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

 

 

Resenha – A Ressurreição aconteceu… mesmo?


 
 

McDOWELL, Josh e STERRETT Dave. A Ressurreição aconteceu… mesmo? Trad. Daniele Pereira. Bangu, RJ: CPAD, 2014. p 126.

Josh McDowell nascido em 17 de Agosto de 1939 em Union City, Michigan. Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico de Talbot, na Califórnia. Josh se considerava um agnóstico quando jovem. Ele tinha convicção de que o cristianismo era inútil. Porém quando desafiado a examinar intelectualmente os argumentos do cristianismo, descobriu evidências convincentes, imbatíveis, da confiabilidade da fé cristã.

Dave Sterrett é conferencista e escritor de um movimento chamado I am second (Eu sou o segundo). Além de ministrar em igrejas e escolas e campi de faculdades, Dave trabalha como professor adjunto na Liberty University.

O desenrolar desta obra acontece no campus da Opal University. Quando em uma certa manhã, um aluno da própria universidade descarrega uma sequência de tiros contra os estudantes, ceifando a vida de 9 alunos e em seguida aponta a arma para si, tirando a própria vida. Centenas de alunos confrontados com tamanha tragédia e perda de amigos, passaram a fazer perguntas difíceis relacionadas a vida após a morte. Inclusive um grupo de alunos do clube ateísta da universidade.

Esses alunos do clube ateísta ouvem uma conversa sobre céu e ressurreição de Jesus na cafeteria da escola, em seguida se aproximam para ouvir melhor e questionar. Apesar da conversa trazer um certo consolo, os alunos se negam a acreditar, pois para eles tal assunto não tem nenhum sentido lógico. A partir daí, segue-se um diálogo entre alunos cristãos e ateístas em busca da verdade a respeito da ressurreição de Jesus. Dois alunos ateístas, Scott e Brett se comprometem a examinar intelectualmente os textos antigos e argumentos do cristianismo para provar que os cristãos estão errados e que tudo não passa de uma mera lenda urbana.

O final da história vou deixar para você mesmo conhecer.

Como deu para notar, o livro é escrito em forma de narrativa e não em dissertação argumentativa. O que torna a leitura mais envolvente, no final o próprio leitor será capaz de tirar suas próprias conclusões acerca da ressurreição de Jesus Cristo. Infelizmente, a ressurreição de Jesus é uma das doutrinas bíblicas mais atacadas em nosso mundo. Muitos creem que um Jesus existiu e morreu, mas que Ele chegou a ressuscitar… é impossível, dizem eles.

Nesta obra, iremos nos deparar com perguntas, como:

• Por que Jesus teve de morrer?
• Existe alguma prova de que Jesus realmente ressuscitou?
• E se tudo for apenas uma grande teoria da conspiração?
• Posso ser cristã sem crer na ressurreição?

Além destas perguntas, iremos nos deparar com assuntos do tipo:

• Evidência médica para a crucificação de Jesus.
• Os costumes funerários dos judeus.
• Os guardas no túmulo de Jesus.
• James Cameron e o túmulo secreto de Jesus.
• Cristianismo e Mitologia pagã.

O livro contém 25 capítulos, mas são capítulos curtos entre 3 a 5 páginas cada capítulo. Apesar do livro ser curto, a estrutura do mesmo faz o leitor se envolver com o desenrolar de toda a história. É uma leitura que dá pra fazer em um dia ou dois no máximo.

Sinceramente recomendo a leitura deste livro, não só recomendo a leitura, como incentivo ler, emprestar, presentear a quem você desejar. A doutrina da ressurreição de Jesus é extremamente importante e se alguém tem dúvidas quanto a isto é importante que essas dúvidas sejam respondidas para que não haja uma certa frustração dessa pessoa quanto ao cristianismo.

Se Jesus Cristo não ressuscitou, então como Paulo disse: “comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (I Coríntios 15:32). Isto é, se Cristo não ressuscitou a vida cristã não tem propósito algum. Mas, se Jesus, realmente, ressuscitou, então Paulo diz: “sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (I Coríntios 15:58). A ressurreição de Jesus Cristo faz toda a diferença!

 

 

EXISTE REALMENTE VIDA EXTRATERRESTRE?

 

Absolutamente esse tem sido um assunto bastante debatido por muito tempo. Ainda mais, nos períodos em que são divulgados as pesquisas feita no planeta vizinho (Marte). Talvez, para muitas pessoas existe uma certa expectativa, será mesmo que existe vida em Marte ou em algum outro planeta? Quanto a isso, existe uma certa divergência, alguns acreditam que sim, outros não dão tanta importância, pois sabem que tal coisa não é verdadeiro, como ET, disco voador, etc.
 
Certo dia, estava conversando com uma amiga minha que é cristã, e ela chegou a afirmar que acredita em vida em outros planetas, fiquei surpreso com essa afirmação, não estava esperando. Mas será que realmente existe vida em outros planetas? Minha posição é que ‘NÃO‘ há vida em outros planetas e tentarei explicar o porquê dessa minha posição.
 
Em primeiro lugar, vamos supor que exista vida em outros planetas, vamos supor que existe ETs e que eles estão nos observando. A Bíblia nos alerta dizendo que o pecado de Adão trouxe maldição não somente a esta terra, mas a todo o universo. “Na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” (Romanos 8:21-22). Toda a criação suporta angústias por causa do peso do pecado. O efeito do pecado de Adão foi universal. Se não fosse assim, então qual seria a razão de Deus destruir todas as coisas e fazer novos céus e nova terra? “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão desfeitas. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Pedro 3:10; 13). Portanto, se existe qualquer ET vivendo em algum lugar nesse universo, ele será afetado pela destruição do universo, mesmo se ele não tiver cometido pecado, o que seria injusto.
 
Em segundo lugar, ainda pensando na hipótese da existência de Extraterrestres. Quando Cristo tornou-se Homem, Ele veio a terra não apenas para redimir a humanidade, mas, também para reconciliar consigo mesmo todas as coisas “E, que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dEle, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” (Colossenses 1:20). Portanto, a morte de Jesus Cristo, não poderia salvar possíveis ETs, pois, eles precisariam ser descendentes de Adão para que Cristo fosse o Redentor deles também, mas, pelo o que sabemos os ETs não herdaram a natureza pecaminosa de Adão, porque não existe ETs.
 
Talvez alguém ainda possa levantar outra questão, dizendo: E se Cristo tiver também morrido nos outros planetas para os redimir? A Bíblia deixa clara que Cristo morreu uma única vez e foi no planeta terra, mas precisamente em Israel “ao se cumprirem os tempos, se manifestou UMA VEZ POR TODAS, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:26). Cristo não será crucificado e ressuscitado em cada planeta. Outro ponto interessante é que a morte e ressurreição de Cristo, seria necessário para edificar a Sua Igreja, ou a Sua noiva. Jesus Cristo não é polígamo com várias outras noivas de cada planeta.
 
Portanto, eis a razão porque não acredito em vida fora do planeta terra, ETs, disco voadores e etc. Espero que tenha servido para esclarecer se alguém ainda tenha alguma dúvida quanto a esse assunto. Eu sei que a mídia tem tentado nos fazer crer nesse assunto, mas devemos, como bons crentes examinar as Escrituras.
 

“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (2 Pedro 3:18)

 

 

SE SÓCRATES NÃO EXISTIU, CERTAMENTE JESUS TAMBÉM NÃO.

 

Hoje na sala dos Adolescentes durante a Escola Bíblica Dominical (EBD), um dos adolescente levantou uma questão um tanto interessante, questão essa que foi resultado de uma afirmação feita por um professor de filosofia de um desses adolescentes. A questão foi mais ou menos assim: Sócrates não deixou nada escrito, foi apenas Platão quem escreveu sobre ele, por isso alguns acreditam que Sócrates nunca existiu foi apenas fruto da mente de Platão. Da mesma forma, Jesus não escreveu nada, pessoas escreveram sobre Ele. Então, Ele nunca existiu. Isso está certo?
 
Consegue perceber a sutileza feita por um professor de filosofia aos seus alunos? A intenção é desacreditar a existência histórica de Jesus Cristo por meio de um argumento que para nós pode parecer falho, mas que para um adolescente talvez não pareça tão falho na primeira vista. Imagine um adolescente desse que não conheça tão bem a Bíblia Sagrada e semana após semana é surpreendido por afirmações deste nível que acaba colocando em dúvida sua fé em Cristo? Isso irá gerar um esfriamento e /ou um tipo de revolta contra a fé cristã, pois, ele irá crer que estava sendo enganado na igreja e que dentro na igreja não dá para se ter um conhecimento de mundo amplo, ou seja, ir para igreja nos deixa bitolados ou alienados. Antes de prosseguir, quero afirmar que nós crentes estamos muito longe de sermos alienados ou bitolados.
 
Note a importância que a EBD tem! Senhores pais fiquem atento a procurar saber o que está sendo ensinado aos seus filhos e peça sabedoria a Deus para vocês possam tirar as dúvidas dos seus filhos, para que isso seja possível é necessário conhecer as Escrituras. Fiquei feliz por essa pergunta ter sido feita e grato a Deus por ter me dado sabedoria para responde-la. Então, vamos responder. Em primeiro lugar não podemos desacreditar a existência de algum individuo por ele não ter deixado nada escrito, não existe lógica nesse raciocínio. Por exemplo, meu avô nunca escreveu um livro, aliás ele era analfabeto, mas ele ensinou muitas coisas ao meu pai e meu pai por sua vez poderia escrever uma obra sobre o que aprendeu do meu avô, vamos supor que séculos mais tarde essa obra se tornasse bastante conceituada no meio acadêmico, se alguém sugerisse a ideia de que meu avô não existiu, pois não tem nenhum escrito dele isso seria um tanto que irracional da parte dessa pessoa. Só porque não temos nenhuma obra de Sócrates isso não significa dizer que ele nunca escreveu algo, talvez ele tenha escrito algo, contudo ao longo dos séculos seus escritos se perderam. Da mesma forma, estamos muito longe de afirmar que ele nunca existiu por não existir escrito de sua autoria.
 
Quanto a Jesus Cristo, é verdade que Ele não escreveu nada, mas isso não significa dizer que Ele nunca existiu. No caso de Sócrates, Platão escreveu sobre ele. No caso de Jesus, várias pessoas escreveram sobre Ele, pessoas que foram contemporâneo a Ele, pessoas que O viram e andaram com Ele. E o que os discípulos escreveram sobre Jesus, em nada foi contraditório! Um historiador judeu, chamado Flávio Josefo, nascido em Jerusalém quatro anos após a crucificação de Jesus, ou seja, seus escritos tem a qualidade de testemunha “ocular”, a respeito de Jesus, disse: “Sobre este tempo viveu Jesus, um homem sábio, se é que podemos chama-lo de um homem. Pois ele foi o realizador de feitos extraordinários e era um professor daqueles que aceitam a verdade com prazer. Ele conquistou muitos judeus e muitos gregos. Ele era o Messias. Quando ele foi indiciado pelos principais homens entre nós e Pilatos condenou-o para ser crucificado, aqueles que tinham vindo a amá-lo originalmente não deixará de fazê-lo, pois ele lhes apareceu no terceiro dia ressuscitou, como os profetas da Divindade havia predito essas e inúmeras outras coisas maravilhosas a respeito dele, e da tribo dos cristãos, assim nomeada após ele, não desapareceu até hoje.” (Antiguidades 18:63).
 
Sabe uma coisa interessante? Flávio Josefo não era adepto ao cristianismo, contudo ele se tornou um recurso extra-bíblico confiável para a veracidade do Jesus histórico. Jesus não escreveu nenhuma obra, entretanto, Ele certamente existiu e existe até hoje, pois Ele ressuscitou dentre os mortes. Os escritores dos Evangelhos e Paulo e outros discípulos ao escrever sobre Jesus em nenhum momento tentou provar a veracidade da existência de Jesus, o objetivo deles eram outro ainda mais superior: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (João 20:31).

 

 

POR QUE DEUS ME DEIXARIA ENTRAR NO CÉU?

 

“Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

Muitas vezes ou a maioria das vezes, quando faço a seguinte pergunta a alguém: “Se você morresse hoje e fosse para o céu, e chegando no céu Deus te perguntasse, ‘porque Eu te deixaria entrar no meu céu?’ O que você responderia a Deus?” As respostas mais comuns das pessoas são essas: “Porque eu fui uma pessoa boa, não matei, nem roubei”, outras dizem, “Porque eu mereço, nunca fui uma pessoa de desejar o mau ao próximo e sempre que podia frequentava uma igreja.”, outras ainda dizem, “Eu mereço estar no céu porque eu fui batizado.” Todas essas respostas são respostas interessantes e humanamente falando são boas respostas. Porém, não é a resposta que Deus quer ouvir de você. Aliás se você está esse tempo aqui na terra dependendo dessas respostas para ir pro céu, infelizmente e lamentavelmente tenho que dizer que você não irá passar nem perto da entrada do céu, quando morrer.
 
Deixe eu tentar ilustrar isso. Graças a Deus pela Sua infinita Sabedoria e Providência que Ele nos ensina algo de valor eterno através de coisas do nosso dia-a-dia sem que muitas vezes nós, (principalmente eu), nem ao menos percebemos. Pois então, o que será que eu ou você fazemos quando queremos levar alguém para passar um tempo em nossa casa, ou para participar de alguma refeição em nossa casa? A resposta é bem óbvia, nós convidamos aquela pessoa para ir em nossa casa. Ela não precisa se esforçar, ou trabalhar, ou fazer grandes coisas, que mereça um grande reconhecimento para poder entrar em nossa casa. Não! Só precisamos convidá-la e ela apenas precisa aceitar o convite e estaremos no portão aguardando para abri-lo quando essa pessoa chegar.
 
Da mesma maneira é Deus, Ele já preparou o caminho “Disse Jesus: Eu Sou o CAMINHO e a VERDADE e a VIDA, ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (João 14:6). Só existe um meio que posso chegar a Deus é através de Jesus Cristo. Quando me arrependo dos meios pecados e creio unicamente em Cristo para salvar-me, tenho a vida eterna através de Jesus Cristo. Pois, “Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). “Porquanto há um só Deus e um só MEDIADOR entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Timóteo 2:5).
 
Hoje é meu aniversário e pra mim não existe presente melhor do que o presente da salvação oferecido por Deus através da Morte e Ressurreição de Cristo. A única coisa que eu fiz foi receber esse presente de Deus. “O salário do pecado é a morte, mas o PRESENTE gratuito de Deus é a vida eterna através de Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23). Eu aceitei o presente de Deus, e hoje eu sei que Ele está me aguardando no portão para abri-lo quando eu chegar no céu! E você?
 

Jesus Cristo é o convite feito por Deus para que o pecador possa ter acesso diretamente a Deus.

Resenha – A Arte e a Bíblia

 
 


SCHAEFFER, Francis A. A Arte e a Bíblia. Trad. Fernando Guarany Jr. Viçosa, MG: Ultimato, 2010. p 80.

A Arte e a Bíblia, obra de Francis A. Schaeffer. Francis nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912 na Pensilvânia, EUA. Faleceu no dia 15 de Maio de 1984 vítima de câncer. Schaeffer será sempre lembrado como um dos gigantes do século XX. Em um tempo de decadência moral e desumanidade brutal, as obras de Schaeffer falam corajosamente com base nos absolutos de Deus, tais como revelados em Sua Palavra. Opôs-se ao modernismo teológico, chamado de neo-ortoxia, defendeu uma fé baseada na tradição protestante e um enfoque pressuposicional na apologética cristã. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos.

Nesta obra em questão, Schaeffer oferece ao leitor basicamente um manual sobre criatividade bíblica, buscando fixar em nós a ideia de que criamos a partir de uma cosmovisão e que é nossa responsabilidade alinhar esse ponto de vista com as Escrituras. O autor também nos encoraja a levar a sério uma mente cativa a Jesus Cristo, em cada aspecto de nossas vidas criativas. Para ele, o ser humano é intrinsecamente criativo pois foi criado a imagem de um Deus Criador. Assim, todo ser humano é criativo, o problema, porém, está na cosmovisão transmitida naquilo que foi criado. O cristão, por ser criativo, deve refletir a glória de Deus no seu trabalho criativo.

O livro possui dois capítulos: (1) A arte e a Bíblia e (2) Algumas perspectivas sobre a arte. Assim, podemos dividir o livro em duas partes, representando os dois capítulos.

(1) A arte e a Bíblia: Neste capítulo é dito que a arte e a ciência tem lugar na vida cristã, não são periféricos. Para um crente que vive segundo os preceitos das Escrituras e sob o domínio do Espírito Santo, deve incluir o interesse pela arte. “O cristão deve usar a arte para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus. Uma boa obra de arte pode ser, em si, uma doxologia.” (p. 19).

O capítulo procura responder a questão que possivelmente pode ser levantada por algum cristão: “A Bíblia quase nada diz sobre arte e os judeus não tinham interesse pela arte por causa do que as Escrituras determinam nos Dez Mandamentos.” Com isso em mente, o autor mostra que tanto no Tabernáculo, como no Templo, existiam expressões de arte que por curiosidade foram ordenadas pelo próprio Deus para estarem lá, objetos que não exerciam uma funcionalidade, mas que estavam lá apenas para embelezar.

(2) Algumas perspectivas sobre a arte: Neste capítulo o autor procura desenvolver uma perspectiva cristão sobre a arte em geral. O autor lista 11 perspectivas distintas a partir das quais o crente pode considerar e avaliar os vários aspectos da arte. Listarei as onze:

1. A OBRA DE ARTE COMO ARTE – Uma obra de arte tem valor em si mesma.

2. AS FORMAS DE ARTE FORTALECEM A COSMOVISÃO – Não importa qual seja a cosmovisão nem se ela é verdadeira ou falsa.

3. DEFINIÇÕES, PADRÕES E SINTAXE PADRÃO – Em todas as formas de escrita, seja poesia ou prosa, o fato de haver uma continuidade ou uma descontinuidade em relação as definições padrões das palavras na sintaxe padrão faz bastante diferença.

4. A ARTE E O SAGRADO – O fato de algo ser uma obra de arte não o torna sagrado.

5. QUATRO PADRÕES DE JULGAMENTO – Excelência técnica; Validade; Conteúdo intelectual e Integração entre o conteúdo e o veículo.

6. A ARTE PODE SER USADA PARA TODO TIPO DE MENSAGEM – Da pura fantasia à história detalhada.

7. ESTILOS EM TRANSFORMAÇÃO – Os estilos artísticos mudam e nada há de errado nisso.

8. FORMAS DE ARTE MODERNA E A MENSAGEM CRISTÃ – A forma como uma cosmovisão é apresentada pode enfraquecer ou fortalecer o conteúdo.

9. A COSMOVISÃO CRISTÃ – Pode ser dividida em um tema maior e um menor.

10. O CERNE DA ARTE CRISTÃ – A arte cristã não é, de forma alguma, sempre religiosa, isto é, uma arte que lida com temas religiosos.

11. UMA OBRA DE ARTE INDIVIDUAL E O CONJUNTO DE OBRAS DE UM ARTISTA – Todo artista enfrenta a dificuldade de fazer uma obra de arte individual bem como de desenvolver seu conjunto de obras.

O livro é altamente pertinente para nossos dias. Até para aqueles que não são artistas, no sentido de atuar no mundo das artes, os pontos e argumentos levantadas por Schaeffer foram muito úteis para meu crescimento como cristão. Por exemplo:

No capítulo 1, o autor conseguiu clarear minha visão quanto a utilização de imagens de esculturas, como a arca e a serpente de bronze. Sendo que Deus havia proibido o povo de fazer imagens de esculturas, mas o mesmo Deus ordenou a Moisés que fizesse uma arca da aliança, que por muitos anos simbolizou a presença de Deus entre o povo. Ordenou também que fizesse uma serpente de bronze, para que quando o povo olhasse, fosse curado do veneno das serpentes abrasadoras. O autor destacou que o problema não estava na escultura, mas na adoração à escultura. O que Deus não havia ordenado foi adoração ao objeto.

No capítulo 2, sobre as perspectivas da arte, Schaeffer observa os estilos musicais como arte. Ele lembrou de um debate que teve com um artista cristão, em que o artista defendia que o estilo de música cristã é aquela que você pode acompanhar com leves batidas do pé. O autor achou tal afirmação absurda. Porém, observou que o cristianismo é uma mensagem bíblica, as boas novas de salvação. Sendo assim, é impossível pregar o Evangelho sem conteúdo. Logo, um estilo que não seja capaz de portar o conteúdo corretamente, não poderá ser usado para transmitir o conteúdo de maneira coerente.

Isso me fez lembrar algumas barbaridades utilizadas nos cultos atuais e a justificativa usada é que é adoração a Deus e evangelização dos perdidos. As barbaridades utilizadas vão desde estilos musicais que são incoerentes com o conteúdo do Evangelho à apresentação de grupos de coreografias nas igrejas, que não transmitem nenhum conteúdo como a mensagem de salvação. Apesar de que seus defensores se utilizem dessa justificativa.

Por isso, recomendo a leitura deste livro. Será muito útil na sua vida como cristão, mesmo você não sendo um artista. Com isso, finalizo citando Schaeffer:

Nenhuma obra de arte é mais importante que a própria vida do cristão e todo cristão deve se preocupar em ser um artista nesse sentido. Ele pode não ter o dom da escrita, nem da composição ou do canto, mas toda pessoa tem o dom da criatividade no que diz respeito à forma como vive a sua vida. Nesse sentido, a vida do cristão deve ser uma obra de arte. A vida do cristão deve ser algo verdadeiro e belo em meio a um mundo perdido e desesperado. (p. 76)

Amém! Que esse seja nosso objetivo em nossa presente geração para que possamos influenciar corretamente a possível futura geração.